“Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram morto por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram.” Apocalipse 6:9
“Importa que profetizes outra vez acerca de muitos povos, nações, línguas e reis.” Apocalipse 10:11
ENTRE OS ESPÍRITOS que foram chamados para reencarnar na Terra, na longa noite de trevas espirituais, Lutero foi um dos mais lúcidos representantes do Alto. Sendo a reencarnação de um dos seguidores mais próximos de Jesus, foi chamado para conduzir uma réstia de luz ao seio da Igreja, que se afastara dos ensinamentos do Cristo.
Martinho Lutero foi um homem comprometido com a verdade. À sua época, foi o escolhido de Jesus para efetuar a grande reforma, abrindo caminho para que, mais tarde, a humanidade recebesse a obra do Consolador.
A severa disciplina a que se acostumara desde a infância pobre forjou em Lutero o caráter forte e reto, honesto e resoluto. Fiel às suas convicções íntimas, ofereceu recursos para ser utilizado como médium dos planos mais altos e foi instrumento sensível nas mãos dos mentores espirituais.
Auxiliado de perto por Staupitz e mais tarde por Melanchthon, Lutero iniciou a monumental obra da Reforma, retirando do claustro a letra do Evangelho e tornando de domínio público os ensinamentos da Bíblia. Corajosamente atacou a incredulidade especulativa dos escolásticos e combateu a filosofia dos papas de Roma.
Afixando as suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg, acendeu uma luz cujos efeitos fizeram sentir nos lugares mais distantes da Terra.
A voz do reformador era ouvida em solene e ardorosa advertência contra os abusos da Igreja decaída. Ante a exposição clara e símples do Evangelho,feita pelo gigante da Reforma, as multidões supersticiosas ficaram melindradas em seus esforços, quando a Reforma varreu os sofismas dos representantes de Roma. Escolásticos, com seus ardis, foram obrigados a interromper seus crimes, pois seus lucros com a religião estavam perigando.
Lutero foi sustentado por espíritos esclarecidos, que o amparavam na reforma religiosa que operaria.
Foi difamado pela Igreja e perseguido em seus ideais, mas manteve firme a fé na Providência, sendo inspirado pelo Alto em sua tarefa hercúlea.
Seus ensinos, que levavam o povo a agir e pensar por conta própria, sem os insultos e pretensões do clero romano, derrubaram a coroa do Sumo Pontífice e abalaram para sempre o trono dos papas. a Reforma opôs-se à mais poderosa força da Terra em sua época, mas foi vitoriosa em seus propósitos.
A doutrina da Reforma atraiu a atenção dos pensadores de toda a Alemanha.
Multidões se deixaram banhar na fé viva que bania o formalismo religioso da época. Caíam as pretensões do romanismo e as superstições papais. Por toda parte, despertava o desejo do progresso espiritual. A fome e a sede de justiça se faziam patentes no coração do povo.
Na Dieta de Worms, Lutero teve a oportunidade de conhecer de perto a face de uma Igreja corrompida pelo poder, mas também de provar a sua lealdade aos ensinos do Evangelho do Cristo. Os chefes da Igreja secular aborreceram-se com o poder da palavra de Lutero. Os princípios defendidos por ele, na Reforma, fizeram tremer reis e soberanos e incomodaram profundamente a tranqüilidade enganadora dos bispos e cardeais.
Os homens orgulhosos e acostumados à regalia e às homenagens e louvores do povo não serviram como instrumentos doeterno bem, na obra de despertamento espiritual. Os principais reformadores foram pessoas símples e selecionados pelo sofrimento e privações.
Em todo lugar do planeta, começaram a renascer, nos ambientes humildes, os espíritos que haveriam de auxiliar a humanidade a sair das trevas morais em que se encontrava.
Enquanto em Wartburg Lutero completava a sua tradução do Novo Testamento, os príncipes cristãos se uniam por toda a Europa e amparavam a causa da Reforma. A Dieta de Espira, em 1529, foi a resposta positiva dos nobres cristãos que estavam revoltados com os abusos da Igreja. Uniram-se para apoiar a Reforma, respondendo ao chamamanto do Alto, que todos os esforços empreendia para libertar a humanidade da longa noite das trevas medievais. Espíritos esclarecidos iam e vinham entre os vários povos da Europa, realizando a obra de conscientização dos nobres, para que estes pudessem, também, dar o seu testemunho pela causa.
Quem pudesse observar com os olhos do espírito veria a falange inumerável de espíritos lúcidos que inspiravam os encarnados para facilitar a obra de reforma na Igreja. Intentavam quebrar as algemas que prendiam a humanidade ás trevas desoladoras dopapado. A falange do Espírito da Verdade já preparava, séculos antes, o caminho para o Consolador.
Entre as contendas e as batalhas efetivadas contra os princípios da Reforma, Roma sofria os golpes que abalaram a sede do seu poder, a sua doutrina. Os reformadores prosseguiam sua tarefa, em obediência ao comando do Alto. A visão dessa obra empreendida pelos heróis da Idade Média assemelha-se a um vasto exército caminhando pela Terra, obedecendo ao comando do seu general.
Perante o Imperador Carlos V e seus príncipes eeleitores, foi lida a confissão de fé dos protestantes. Nessa assembléia memorável, sob a augusta proteção dos emissários invisíveisde Jesus, foram rejeitados oficialmente os abusos do poder religioso, e aquele dia, declarado como um dos mais importantes na história da humanidade e do Cristianismo. Aquilo que Roma e o imperador proibiam fosse pregado ao público era agora pregado no palácio e perante os representantes das nações. As trevas começaram a ceder às claridades do Evangelho. a letra do Evangelho estava liberta do claustro e dos sofismas dos teólogos. A Reforma triunfara. Breve, na contagem dos séculos, viría Kardec, para libertar o espírito da letra, trazendo o sentido verdadeiro e a simplicidade dos ensinamentos do Mestre da Galiléia.
As forças das sombras se aliavam para impedir que o povo visse as claridades da mensagem evangélica, mas as falanges da luz trabalhavam para vencer o império das trevas, a força dos Dragões, que tinham interesse em manter a ignorância entre os homens, como base de seu poder.
As forças soberanas da vida, sob a égide do Cristo, foram suscitando valorosos espíritos, que reencarnaram para aumentar o clamor da Reforma, trazendo mais luz em outros recantos do vosso mundo.
Após lutas árduas e grandes batalhas, a liberdade religiosa alcançou os Países Baixos. Desde as montanhas do Piemonte às planícies da França e às praias da Holanda, a liberdade de adorar a Deus foi sendo admitida aos poucos, preparando o povo para a vinda da Doutrina Consoladora nosséculos futuros. Na Suécia, na Dinamarca e em sua colônia à época, a atual Noruega, novas luzes vieram do Alto, através de espíritos que reencarnavam com a missão de esclarecer os homens.
Enquanto nesses países o povo se abria ao entendimento de certas verdades, importantes para a sua época, na Inglaterra, Tryndale era o instrumento do Alto para libertar os irmãos daquela terra do domínio da igreja romana.
Tryndale completaria a obra de Wyclif, e, assim, a Inglaterra passaria também a usufruir da liberdade religiosa, podendo o povo adorar a Deus conforme os ditames de sua consciência. Os reformadores, como Lutero, Jan Huss, Wyclif, Zwingli e tantos outros, defendiam a liberdade das consciências, negando o direito e o domínio de papas e cardeais, concílios e padres, que intentavam dominar as mentes e a religião.
Várias foram as contribuições desses espíritos que reencarnaram em meio às trevas da Idade Média, para libertar a mente do povo. Em sua época foram mal-compreendidos, mas hoje, quando estudais a história espiritual de vossa humanidade, não podeis esquecer dessas almas valorosas que vieram, séculos antes de Kardec, preparar os caminhos para os espíritos do Senhor, as vozes dos céus.
Matéria Transcrita do Livro: GESTAÇÃO DA TERRA.
Médium: Robsom Pinheiro
Espírito: Alex Zarthú
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