sábado, 18 de fevereiro de 2012

SENTIDO OCULTO DOS EVANGELHOS


Uma certa escola atribui ao Cristianismo em geral, e aos Evangelhos em particular, um sentido oculto e alegórico. Alguns pensadores e filósofos chegaram mesmo a negar a existência de Jesus, vendo nele, nas suas palavras, nos fatos da sua vida, uma idéia filosófica, uma abstração a que foi dado um corpo, para satisfazer a tradição que ao povo judeu anunciava um salvador, um Messias.
Na sua opinião, não passaria a história de Jesus de um drama poético, representando o nascimento, a morte, a ressurreição da idéia libertadora no seio do povo hebreu escravizado, ou aainda uma série de figuras imaginadas para tornar perceptível às massas o lado prático e social do Cristianismo, a associação dos tipos divino e humano em um modêlo de perfeição, oferecido à admiração dos homens.
Aceita semelhante tese, os Evangelhos deveriam ser considerados fábulas, invenções. O poderoso movimento do Cristianismo teria tido como ponto de partida uma impostura. Há nisso uma evidente exageração. Se a vida de Jesus não é mais que uma ficção, como pôde ser acolhida por seus contemporâneos, a princípio, e depois por uma longa série de gerações?
Quais seriam, pois, os verdadeiros fundadores do Cristianismo? Os apóstolos? Eram incapazes de tais concepções.
Com excessão de Paulo, que encontrou uma doutrina já constituída, a incapacidade deles é evidente. A personalidade eminente de Jesus se destaca, vigorosamente, do fundo de mediocridade dos seus discípulos. A menor comparação faz sobressair a impossibílidade de semelhante hipótese.
Nesse mundo judaico, sombrio e exclusivista, em que reinavam o ódio e o egoísmo, a doutrina do amor e da fraternidade só podia emanar de uma inteligência sobre-humana.
Se as Escrituras fossem, em seu conjunto, senão um amontoado de alegorias, uma obra de imaginação, a doutrina de Jesus não teria podido manter-se através dos séculos, em meio das correntes opostas que agitaram a sociedade cristã. Construção sem alicerce, ter-se-ia desagregado, desmoronado, batida pelo furacão dos tempos. Entretanto, ela ficou de pé e domina os séculos, a despeito das alterações sofridas, a despeito de tudo o que os homens fizeram para desfigurá-la, para submergi-la nas vagas de uma interpretação errônea.
A crença num mito não teria sido suficiente para inspirar aos primeiros cristãos o espírito de sacrifício, o heroísmo em face da morte; não lhes teria proporcionado os meios de fundar uma religião que dura há vinte séculos. Só a verdade pode desafiar a ação do tempo e conservar a sua força, a sua moral, a sua grandeza, não obstante os esforços de sapa que procuram arruiná-la. Jesus é, positivamente, a pedra angular do Cristianismo, a alma da nova revelação. Ele constitui toda a sua originalidade.
Além disso, não faltam testemunhos históricos da existência de Jesus, posto que em reduzido número.
Suetônio, na história dos primeiros Césares, fala do suplício de “Christus”. Tácito e ele mencionam a existência da seita cristã entre os judeus, antes da tomada de Jerusalém por Tito.
O Talmude fala da morte de Jesus na cruz, e todos os rabinos israelitas reconhecem o alto valor desse testemunho.
Em caso de necessidade, o próprio Evangelho, só por si, bastaria para fornecer a prova moral da existência e da elevada missão do Cristo. Se numerosos fatos apócrifos nele foram mais tarde introduzidos, se as superstições judaicas ali se encontram sob a forma de narrativas fantasistas e obsoletas teorias, duas coisas nele subsistem, que poderiam ser inventadas e apresentam um caráter de autenticidade que se impõe: – o drama sublime do Calvário e a doce e profunda doutrina de Jesus.
Essa doutrina era símples e clara em seus princípios essenciais; dirigia-se a multidão, sobretudo aos deserdados e aos humildes. Tudo nela era feito para mover os corações, para arrebatar as almas até ao entusiasmo, iluminando, fortalecendo as consciências. Todavia, ela manifesta os sinais de um ensino oculto. Jesus fala muitas vezes por parábolas. Seu pensamento, de ordinário tão luminoso, mergulha por vezes em meia obscuridade. Não se percebem, então, mais que vagos contornos de uma grande idéia dissimulada sob o símbolo.
É o que ele próprio explica por estas palavras, quando, citando Isaías(cap. VI, 9), acrescenta:
“Eu lhes falo por parábolas, porque a vós outros vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é concedido.” (Mateus, XIII, 10 e 11.)
Evidente que havia duas doutrinas no Cristianismo primitivo: a destinada ao vulgo, apresentada sob formas acessíveis a todos, e outra oculta, reservada aos discípulos e iniciados. E o que, de resto, existia em todas as filosofias e religiões da antiguidade.
A prova da existência desse ensino secreto se encontra nas palavras já citadas e nas que mencionamos a seguir. Logo depois da parábola do semeador, que se acha nos tr~es evangelhos sinóticos, os discípulos perguntam a Jesus o sentido dessa parábola e ele lhes responde:
“A vós outros é concedido saber o mistério do reino de Deus; mas, aos que são de fora, tudo se lhes propõe em parábolas;
Para que, vendo, vejam e não vejam e ouvindo, ouçam e não entendam.” (Marcos, IV, 11 e 12; Lucas, VIII, 10.)
São Paulo o confirma em sua primeira Epístola aos Coríntios, capítulo III, quando distingüe a linguagem a usar com homens carnais ou com homens espirituais, isto é, com profanos ou com iniciados.
A iniciação era indubitávelmente gradual. Os que a recebiam eram ungidos e, depois de haverem recebido a unção, entravam na comunhão dos santos. É o que torna compreensíveis estas palavras de João:
“Vós outros tendes a unção do Santo e sabeis todas as coisas. Eu não vos escrevi como se ignorásseis a verdade, mas como a quem a conhece.” (1 Epístola de São João, cap. II, 20, 21 e 27.)
Ao tempo de sua controvérsia com Celso, Orígenes defendeu energicamente o Cristianismo. Em sua vigorosa apologia, fala muitas vezes dos ensinos secretos da nova religião. Tendo-a Celso arguido de possuir um cunho misterioso, refuta Orígenes essas críticas, pprovando que, se em certos assuntos especiais só os iniciados recebiam um ensino completo, a doutrina cristã, por outro lado, em seu sentido geral era acessível a todos. E a prova – disse ele – é que o mundo inteiro(ou pouco falta) está mais familiarizado com essa doutrina que com as opiniões prediletas dos filósofos.
Esse duplo método de ensino – prossegue ele, em síntese – é, ao demais, adotado em todas as escolas. Por que fazer por isso uma censura unicamente à dutrina cristã? Os numerosos Mistérios, por toda parte celebrados na Grécia e noutros países, não são por todos admitidos?
O fundador do Cristianismo não separava a idéia religiosa da sua aplicação social. O “reino dos céus” era, para ele, essa perfeita sociedade dos espíritos, cuja imagem desejaria realizar na Terra. Mas ele devia ir de encontro aos interesses estabelecidos e suscitar em torno de si mil obstáculos, mil perigos. Daí, um novo motivo para ocultar no mito, no milagre, na parábola, o que em sua doutrina ia ferir as idéias dominantes e ameaçar as instituições políticas ou religiosas.
As obscuridades do Evangelho são, pois, calculadas, intencionais. As verdades superiores nele se ocultam sob véus simbólicos. aí se ensina ao homem o que lhe é necessário para se conduzir moralmente na prática da vida; mas o sentido profundo, o sentido filosófico da doutrina, esse é reservado à minoria.
Nisso consistia a “comunhão dos santos”, a comunhão dos pensamentos elevados, das altas e puras aspirações. Essa comunhão pouco durou. as paixões terrenas, as ambições, o egoísmo, bem cedo a destruíram. A política se introduziu no sacerdócio.
Os bispos, de humildes adeptos, de modestos “vigilantes” que eram a princípio, tornaram-se poderosos e autoritários. Constiuiu-se a teocracia; a esta, pareceu de interesse colocar a luz debaixo do alqueire e a luz se extingüiu. O Pensamento profundo desapareceu. Só ficaram os símbolos mateiais. Essa obscuridade tornava mais fácil governar as multidões. Preferiram deixar as massas mergulhadas na ignorância, a elevá-las ás eminências intelectuais. Os mistérios cristãos cessaram de ser explicados aos membros da Igreja. Foram mesmo perseguidos como hereges os pensadores, os investigadores sinceros, que se esforçavam por adquirir novamente as verdades perdidas. Fez-se a noite cada vez mais espessa sobre o mundo, depois da dissolução do Império Romano. A crença em Satanás e no inferno adquiriu lugarpreponderante na fé cristã. Em vez da religião de amor pregada por Jesus, o que prevaleceu foi a religião do terror.
A invasão dos bárbaros havia poderosamente contribuido para fazer surgir esse estado de coisas. Ele fez voltar a sociedade ao estado de infância, porque os bárbaros invasores, no ponto de vista da razão, não passavam de crianças. Do seio das vastas estepes e das extensas florestas, o mundo bárbaro se arremessava sobre a Civilização. Todas essas multidões, ignorantes e grosseiras, que o Cristianismo aliciou, produziram no mundo pagão em decadência e no meio novo, em que penetravam, uma depressão intelectual.
O Cristianismo conseguiu dominá-las, submetê-las, mas em seu próprio detrimento. Velou-se o ideal divino; o culto se tornou material. Para impressionar a imaginação das multidões, voltou-se às práticas idólatras, próprias das primeiras épocas da Humanidade. A fim de dominar essas almas e as dirigir pelo temor ou pela esperança, estranhos dogmas foram combinados. Não se tratou mais de realizar no mundo o reino de Deus e de sua justiça, que fora o ideal dos primeiros cristãos. Depois, a profecia do fim do mundo e do juízo final, tomada ao pé da letra, as preocupações da salvação individual, exploradas pelos padres, mil causas em suma, desviaram o Cristianismo da sua verdadeira rota e submergiram o pensamento de Jesus numa torrente de superstições.
Ao lado, todavia, desses males, é justo recordar os serviços prestados pela Igreja à causa da Humanidade. Sem a sua hierarquia e sólida organização, sem o papado, que opôs o poder da idéia, posto que obscurecida e deturpada, ao poderio do gládio, tem-se o direito de perguntar o que se teria tornado a vida moral, a consciência da Humanidade. No meio desses séculos de violência e trevas, a fé cristã animou de novo ardor os povos bárbaros, ardor que os impeliu a obras gigantescas como as Cruzadas, à fundação da Cavalaria, à criação das artes da Idade Média. No silêncio e na obscuridade dos claustros o pensamento encontrou um refúgio. A vida moral, graças às instituições cristãs, não se extinguiu, a despeito dos costumes brutais da época. Aí estão serviços que é preciso agradecer à Igreja, não obstante os meios de que se utilizou para si mesma assegurar o domínio das massas.
Em resumo, a doutrina do grande crucificado, em suas formas populares, queria a obtenção da vida eterna mediante o sacrifíciodo presente. Religião de salvação, de elevação da alma pela subjugação da matéria, o Cristianismo constituía uma reação necessária contra o politeísmo grego e romano, cheio de vida, de poesia e de luz, mas não passando de foco de sensualismo e corrupção. O Cristianismo tornava-se um estágio indispensável na marcha da Humanidade, cujo destino é elevar-se incessantemente de crença em crença, de concepção em concepção, a sínteses sempre e cada vez mais amplas e fecundas.
O Cristianismo com os seus doze séculos de dores e de trevas, não foi uma era de felicidade para a raça humana; mas o fim da vida terrestre não é a felicidade, é a elevação pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento; é, numa palavra, a educação da alma; e a via dolorosa conduz com muito mais segurança à perfeição, que a dos prazeres.
O Cristianismo representa, pois, uma fase da história da Humanidade, a qual lhe foi incontestavelmente proveitosa; ela, a Humanidade, não teria sido capaz de realizar as obras sociais que asseguram o seu futuro, se não se tivesse impregnado do pensamento e da moral evangélicos.
A Igreja entretanto, delinqüiu, trabalhando por prolongar indefinidamente o estado de ignorância da sociedade. Depois de haver nutrido e amparado a criança, tem querido mantê-la em estado de submissão e servilismo ntelectual. Não libertou a consciência senão para melhor a o primir.
A Igreja de Roma não soube conservar o farol divino de que era portadora, e , por um castigo do céu, ou antes, por uma justa retroação das coisas, a noite que ela queria para os outros fez-se nela própria. Não cessou de opôr obstáculos ao desenvolvimento das ciências e da filosofia, ao ponto de proscrever, do alto da cadeira de São Pedro, “o progresso – essa lei eterna – o liberalismo e a civilização moderna” (artigo 80 d0 Sílabus).
Foi por isso, fora dela e mesmo contra ela, a partir de um certo momento da História, que se operou todo o movimento, toda a evolução do espírito humano. Foram necessários séculos de esforços para dissipar a obscuridade que pesava sobre o mundo, ao sair da Idade Média. Fizeram-se precisas a Renascença das letras, a Reforma religiosa do século XVI, a filosofia, todas as conquistas da Ciência, para preparar o terreno destinado a nova revelação, a essas vozes de além-túmulo que v~em aos milhares e em todas as regiões da Terra, atrair os homens aos puros ensinamentos do Cristo, restabelecer sua doutrina, tornar compreensíveis, a todos, as verdades superiores amortalhadas na sombra das idades.  

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE A PROBLEMÁTICA GLOBAL DITA "ECONÔMICA".


É fora de dúvida que os problemas Econômicos Mundiais têm como principais causas a Política Econômica Mundial, com caracteres Locais(Países com suas Políticas) e Gerais(Continental e Mundial).
Vou me servir do Continente Europeu para melhor mostrar parte dos problemas que hora o Planeta está passando, oferecendo caracteres para observações acertadas, sobre o Problema Econômico Global e seus efeitos pelo Mundo.
Pelo raciocínio e analogia de caracteres, poder-se-á melhor compreender ”o problema” e, por conseguinte, melhores recursos obter-se no quesito das soluções dos mesmos.
A Europa passa por uma fase muito difícil de problemas de toda ordem, responsáveis pelo surgimento de desconfortos e desequilíbrios Sociais, Políticos, Econômicos,…
É apontada como causa principal, “o Euro(moeda unificada, criada para os tempos contemporâneos)”.
Em tese simplificada e uma abrangência objetiva do conjunto das causas influentes, diz-se que:
- O País que dita a Política do Euro é a Alemanha.
- Há Países cujo valor de suas moédas, à nível Europeu, é baixo, outros de níveis medianos, e poucos, com excessão dos países que não aderíram ao “Euro”, como exemplo a Suíça, estão mais próximos do nível da criadora do Plano Político Econômico.
Com a moéda unificada, sendo o Plano Econômico nivelado de cima para baixo, fácil fica compreender-se a gradativa falência dos demais Países.
Apenas como exemplo, Portugal e Itália vivenciam neste momento, um estado quase que desesperador dos seus Cidadãos.
Faltam alimentos nos supermercados, produtores estão fechando seus negócios, devido serem altos os preços de produção e muito abaixo os preços de vendas dos produtos.
Aumentou considerávelmente o índice de desemprego.
Quase é impossível realizar-se alguma venda.
Nos postos de combustíveis, a venda está sendo racionalizada.
Na Itália, jogam-se o excedente do leite fora, uvas secam nas parreiras,…
Muitos cidadãos falam em Revolução, outros temem uma Guerra Civíl.
… …
Se a Crise Econômica é forte na Europa, são esperados problemas mil para os demais Países do Mundo.
A Crise Econômica dos E.U.A., ainda é responsável por inumeráveis problemas Sociais, Políticos e Econômicos além das suas fronteiras.
Desequilibrou uma Parte, mexe com o Todo.
Desequilibraram-se muitas Partes, desequilibra bastante o Planeta!
O que virá pela frente?!
Quando voltarão ao nível da normalidade, os países afetados pela “desandança” do Euro?
Isto tudo somado aos demais problemas, como:
Terremotos, chuvas que destróem lares e matam pessoas, tsunamis, tempestades de neve, tempestades de granizos,
elevação exagerada da temperatura, a ponto de causar estragos em plantações e mortes de seres humanos, violência, corrupção,
tráfico de drogas, assaltos à mãos-armadas, indiferenças devido ao excessivo orgulho,…
Aonde nos levarão?!
Com certeza serão necessárias muitas décadas para que os Países atingidos voltem à normalidade!
Entretanto, são problemas comuns aos olhos de quem já vive a cincöenta anos, cem anos no Mundo, mas que, de fato, parecem comprovarem as Profecias.
Importante colocação!
O Amigo Leitor faz idéia de quantos Cidadãos espalhados pelo Mundo acreditam no fim de tudo?!
Quantos ao todo, há muito vêm cultivando estas condutas?!
Negar a verdade quando ao longo dos tempos os fatos comprovam as previdências, é assumir-se um ignaro.
Entretanto, quantos fazem a idéia perfeita dos acontecimentos?!
Dentre os cristãos, não é considerável o número dos que não entenderam bem a Boa Nova trazida por Jesus?!
No Mundo contemporâneo, não é considerável o número de naturezas incapazes de entenderem as nuances e o desenrolar das Profecias?!
O Homem já não errou doutras vezes?!
Nos preparamos para o fim do Planeta em dois mil, entretanto, o fim não aconteceu.
Há um enunciado Profético, que diz, que a Vida vai se acabar em 2012.
O Mundo antigo com suas Civilizações, já acabou.
Inumeráveis valores que constituíam o planeta Terra, foram substituídos, ao longo dos séculos, por valores cada vez mais novos!
Assim, o Mundo está sempre acabando e renascendo.
Desejo dar espaço para um dizer popular muito utilizado atualmente:
“O Mundo acaba para quem Morre!”
Entretanto, todavia e contudo, creio piamente na força do pensamento.
Problemas como o do Euro, levam um número considerável de indivíduos pelo Mundo, ao pessimismo,
à descrença, ao abandono das virtudes, ao deespero,…
Quase que a totalidade dos Cidadãos do Planeta, pensando mal, com mêdo do dia de amanhã,…
Isto deve acelerar o progresso do desequilíbrio global Econômico, Social, Político, Religioso, Filosófico, Científico e Moral do Planeta!
“O Probema ou a causa dele, não é apenas a Política Econômica Mundial”.
Partindo-se do raciocínio de que o que está no Micro está também no Macro, e vice-versa, a Micro-Vida do Planeta Terra está interrelacion”O Probema ou a causa dele, não é apenas a Política Econômica Mundial”.
Partindo-se do raciocínio de que o que está no Micro está também no Macro, e vice-versa, a Vida do Planeta está interrelacionada com a Vida do Universo.
Onde quero chegar?!
Por hora, não vamos tratar de assuntos do Universo, quiz chamar à atenção para o problema do conjuto.
A Vida é um conjunto de valores que necessitam ser conquistados, e que naturalmente, devem ser bem trabalhados no sentido de um melhor progresso e conservação!
Mundo Novo com problemas velhos(anciãos) como:
Seres excessivamente orgulhosos, egoístas, ambiciosos,…
Mesmo quando a Economia vai bem, apresenta muitas causas contrárias ao bem-estar e à felicidade!
” A felicidade é relativa no Planeta”; “A felicidade melhor, encontra-se onde todos ou quase todos possuem o necessário às suas vidas”!
Ora, esta não é a ciência dos egoístas e orgulhosos.
Uma vez bem, eles se fecham em suas propriedades, somem em viagens, ou guardam-se em seus EGOS.
O Mundo não anda bem, já de há muitas décadas!
Muitos bilhões de Cidadãos reclamam insatisfeitos!
A felicidade, em percentual mais elevado, é impossível de ser alcançada no Mundo, apresentando estes grandes desníveis em suas características.
De duas, uma:
Ou o Homem para para refletir, Orar, e buscar na Boa Nova, o verdadeiro sentido da Vida, e passa à trabalhar para conquistá-la como deve ser, ou continua de braços com as causas que já originaram tantas mortes e infelicidades e que atingirão a tantos outros indivíduos.
Posto isto, nota-se que o Homem chegou na encruzilhada da sua vida.
Que daí para adiante não lhe será facultado mais permanecer indiferente.
Ou toma o melhor Caminho, ou toma o que viveu e que já sabe sua cota possível de felicidade e desencontro no Planeta.
Na Escola da Vida aprendemos, com muita dificuldade, que tanto os grandes quanto os pequenos problemas, surgem para nos mostrar os erros e trabalharmos por conseguir os acertos!
Após as devidas correções, sentir-nos-emos ditosos e nos encontraremos mais resistentes para darmos prosseguimento às atividades do Caminho.
Quem quer que se utilize de boa vontade, e guie-se pelo bom-senso e pela razão, na busca das novas soluções para os problemas, facilmente entenderá a veracidade e os resultados muito positivos dos novos e superiores recursos que se apresentam no caminho!
Vale a pana tentar o melhor!
Para um Mundo Novo, uma Vida Nova!
Jesus é um Espírito superior!
Deus é o Criador e o Pai de todos os seres!
O Reino dos Céus exíste de fato, no interior de cada ser que o conquista e nas regiões superioras do cosmos!
Jesus nos abençoa do Alto, a cada novo dia!
A Sua Plêiade trabalha sem cessar, em favor de quantos são sinceros no sentir e verdadeiros no buscar!
Deus nos vê, também do Alto!
Buscai e achareis; Batei e abrir-se-vos-á; Pedi e obtereis, qual o Pai ao qual o filho lhe pede um pão e ele dá uma pedra,…?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

GRATIDÃO AO HOSPITAL DE CLÍNICAS GASPAR VIANA - H.C.G.V!

http://www.youtube.com/watch?v=J-2mSZV9i-c



Estacionamento Externo do H.C.G.V.

Dra. Ana Carolina Trindade
(Gastroenterologista).

Na verdade, sou muito grato a todos os profissionais que participaram, ao longo de dois anos,
do meu tratamento da Hepatite C - HCV!
Entretanto, escolhi o Hospital do SUS para agradecer e destacar por duas razões principais:
A primeira é pela importância do Estabelecimento devido fornecer, para as enfermidades mais graves, os medicamentos adequados gratuitamente para todas as pessoas e de todas as classes sociais; A segunda é porque creio ser injusto apenas receber reclamações e críticas, um Hospital que atende a milhares de Cidadãos, solucionando noventa por cento ou mais dos problemas que são apresentados.
O meu tratamento foi prescrito pelos médicos especialistas na área, para um ano.
Entretanto, consegui invalidar o vírus da hepatite C, em seis meses.
É fora de dúvidas que agradeço primeiramente a Deus, e em segundo lugar, a minha boa vontade e perseverança no tratamento, mas sou reconhecedor da importância da Ciência Médica e da atuação dos Médicos como: Paulo Roberto Brito Cartagenes(Clínica Focus), Dr. Augusto Age Tavares(Dimagem Diagnósticos), Dra. Nelbi Lene Banha, Dr. José Eduardo Iketani e Dr. Aldo Rosário(Iketani & Aldo Diagnósticos), Dr Paulo Sérgio Roffe Azevedo(Laboratório Paulo Azevedo), entre tantos outros profissionais cujos nomes não lembro e não cheguei a tomar conhecimento!
Para o tratamento, fiquei três anos fora do Mercado de Trabalho, e este ano de 2012 é o meu segundo de observação, vigilância, atividades físicas, dietas e exames pós tratamento.
Creio que valem algumas observações!
Infelizmente, muitos pacientes não conseguem 100% de êxito em seus tratamentos, devido não possuírem recursos para realizarem muitos exames, consultas e uma adequada dieta! Outros, entretanto, não dão a devida atenção que os tratamentos exígem!
Faltam coragem, fé em Deus, paciência, perseverança, calma, otimismo, boa vontade,...
Tudo que uma boa Educação Religiosa oferece à todos quantos buscam de boa fé!
Muitíssimo grato aos pensamentos positivos e às Preces de amigos e familiares!
Muito grato às Instituições e Médicos que participaram deste longo, sofrido, mas vitorioso tratamento!    
        

domingo, 5 de fevereiro de 2012

AUTENTICIDADE DOS EVANGELHOS


Nos tempos afastados, muito antes da vinda de Jesus, a palavra dos profetas, qual raio velado da verdade, preparava os homens para os ensinos mais profundos do Evangelho.
Mas, já desvirtuado pela versão dos Setenta, o Antigo Testamento não refletia, nos últimos séculos antes do Cristo, mais que uma intuição das verdades superiores.
“As eternas verdades, que são o pensamento de Deus – diz eminente individualidade do espaço – foram comunicadas ao mundo em todas as épocas, levadas a todos os meios, postas ao alcance das inteligências, com paternal bondade. O homem, porém, as tem desconhecido muitas vezes. Desdenhoso dos princípios ensinados, arrastado por suas paixões, em todos os tempos passou ele ao pé de grandes coisas sem as ver. Essa negligência do belo moral, causa de decadência e corrupção, impeliria as nações à própria perda, se o guante da adversidade e as grandes comoções da História, abalando profundamente as almas, não as reconduzissem a essas verdades.”
veio Jesus, espírito poderoso, divino missionário, médium inspirado. Veio, encarnando-se entre os humildes, a fim de dar a todos o exemplo de uma vida símples e, entretanto, cheia de grandeza – vida de abnegação e sacrifício, que devia deixar na Terra inapagáveis traços.
A grande figura de Jesus ultrapassa todas as concepções do pensamento. Eis por que não pode ela ter sido criada pela imaginação. Nessa alma, de uma serenidade celeste, não se nota mácula nenhuma, nenhuma sombra. todas as perfeições nela se fundem, com uma hamonia tão perfeita que se nos afigura o ideal realizado.
Sua doutrina, toda luz e amor, dirigi-se sobretudo aos humildes e aos pobres, a essas mulheres, a esses homens do povo curvados sobre a terra, a essas inteligências esmagadas ao peso da matéria e que aguardam, na provação e no sofrimento, a palavra de vida que as deve reanimar e consolar.
E essa palavra lhes é prodigalizada com tão penetrante doçura, exprime uma fé tão comunicativa, que lhes dissipa todas as dúvidas e os arrasta a seguir as pegadas do Cristo.
O que Jesus chamava pregar aos símples “o evangelho do reino dos céus”, era pôr ao alcance de todos o conhecimento da imortalidade e do Pai comum, do Pai cuja voz se faz ouvir na serenidade da consciência e na paz do coração.
Pouco a pouco essa doutrina, transmitida verbalmente nos primeiros tempos do Cristianismo, se altera e complica sob a influência das correntes opostas, que agitam a sociedade cristã.
Os apóstolos, escolhidos por Jesus para lhe continuarem a missão, muito bem o tinham sabido compreender; haviam recebido o impulso da sua vontade e da sua fé. Mas os seus conhecimentos eram restritos e eles não puderam senão conservar piedosamente, pela memória do coração, as tradições, os pensamentos morais e o desejo de regeneração que lhes havia ele depositado no íntimo.
Em sua jornada pelo mundo os apóstolos se limitam, pois, a formar, de cidade em cidade, grupos de cristãos, aos quais revelam os princípios essenciais; depois, vão intrépidamente levar a “boa nova” a outras regiões.
Os Evangelhos, escritos em meios das convulsões que assinalam a agonia do mundo judaico, depois sob a influência das discussões que caracterizam os primeiros tempos do Cristianismo, se ressentem das paixões, dos preconceitos da época e da perturbação dos espíritos. cada grupo de fiéis, cada comunidade, tem seus evangelhos, que diferem mais ou menos dos outros. Grandes querelas dogmáticas agitam o mundo cristão e provocam sanguinolentas perturbações no Império, até que Teodósio, conferindo a supremacia ao papado, impõe a opinião do bispo de Roma à cristandade. A partir daí, o pensamento, criador demasiado fecundo de sistemas diferentes, há de ser reprimido.
A fim de pôr termo a essas divergências de opinião, no próprio momento em que vários concílios acabam de discutir acerca da natureza de Jesus, uns admitindo, outros rejeitando a sua divindade, o papa Damaso confia a São Jerônimo, em 384, a missão de redigir uma tradução latina do Antigo e do Novo Testamentos. Essa tradução deverá ser, daí por diante, a única reputada ortodoxa e tornar-se-á a norma das doutrinas da Igreja: foi o que se denominou a “Vulgata”.
Esse trabalho oferecia enormes dificuldades. São Jerônimo achava-se, como ele próprio o disse, em presença de tantos exemplares quantas cópias. Essa variedade infinita dos textos o obrigava a uma escolha e a retoques profundos. É o que, assustado com as responsabilidades incorridas, ele expõe nos prefácios da sua obra, prefácios reunidos em um livro célebre. Eis aqui, por exemplo, o que ele dirigiu ao papa Damaso, encabeçando a sua tradução latina dos Evangelhos:
” De velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das escrituras que estão dispersos por todo o mundo, e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a lingua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido.
“Qual, de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar(novo), depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros? (Meclamitans esse sacrilegum qui audeam aliquid in veteribus libris addere, mutare, corrigere.).
” Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberano pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quando tivessem elas por si a aprovação dos maus.”
São Jerônimo assim termina:
“Este curto prefácio tão-somente se aplica aos quatro Evangelhos, cuja ordem é a seguinte: Mateus,marcos, Lucas, João. Depois de haver comparado certo número de exemplares gregos, mas dos antigos, que se não afastam muito da versão itálica, combinamo-los de tal modo( ita calamo temperavimus) que, corigindo unicamente o que nos parecia alterar o sentido, conservamos o resto tal qual estava.” (Obras de São Jerônimo, edição dos Beneditinos, 1693, t. I, col. 1425.).
Assim, é conforme uma primeira tradução do hebraico para o grego, por cópias com os nomes de Marcos e Mateus; é, num ponto de vista mais geral, conforme numerosos textos, cada um dos quais difere dos outros(tot sunt enim exemplaria quot codices) que se constitui a Vulgata, tradução corrigida, aumentada, modificada, como o confessa o autor, de antigos manuscritos.
Essa tradução oficial, que devia ser definitiva segundo o pensamento de quem ordenara a sua execução, foi, entretanto, retocada em diferentes épocas, por ordem dos pontífices romanos. O que havia parecido bom, do ano 386 ao de 1586, o que fora aprovado em 1546 pelo concílio ecumênico de Trento, foi declarado insuficiente e errôneo por Sixto V, em 1590. Fez-se nova revisão por sua ordem; mas a própria edição que daí resultou, e que trazia o seu nome, foi modificada por Clemente VIII em uma nova edição, que é a que hoje está em uso e pela qual têm sido feitas as traduções francesas dos livros canônicos, submetidos a tantas retificações através dos séculos.
Entretanto, a despeito de todas essas vicissitudes, não hesitamos em admitir a autenticidade dos Evangelhos em seus primitivos textos. A palavra do Cristo aí se ostenta poderosa; toda dúvida se desvanece à fulguração da sua personalidade sublime. Sob o sentido adulterado, ou oculto, sente-se palpitar a força da primitiva idéia. Aí se revela a mão do grande semeador. Na profundeza desses ensinos, unidos à beleza moral e ao amor, sente-se a obra de um enviado celeste.
Ao lado, porém, dessa potente destra, a fragil mão do homem se introduziu nessas paginas, nelas enxertanto débeis concepções, ligadas bem mal aos primeiros pensamentos e que, a par dos arroubos dalma, provocam a incredulidade.
Se os Evangelhos são aceitáveis em muitos pontos, é, todavia, necessário submeter o seu conjunto a inspeção do raciocínio. Todas as palavras, todos fatos que neles estão consignados não poderiam ser atribuídos ao Cristo.
Através dos tempos que separam a morte de Jesus da redação definitiva dos Evangelhos, muitos pensamentos sublimes foram esquecidos, muitos fatos contestáveis aceitos como reais, muitos preceitos mal interpretados desnaturaram o ensino primitivo. para servir as conveniências de uma causa, foram decotados os mais belos, os mais opulentos ramos dessa árvore de vida. Sufocaram, antes do seu desabrochar, os fortalecedores princípios que teriam conduzido os povos à verdadeira crença, à que eles hoje em dia inda procuram.
O pensamento do Cristo subsiste no ensino da Igreja e nos sagrados textos, mesclado, porém, de vários elementos, de opiniões ulteriores, introduzidos pelos papas e concílios, cujo intuito era assegurar, fortalecer, tornar inabalável a autoridade da Igreja. Tal foi o objetivo colimado através dos séculos, o pensamento que inspirou todos os retoques feitos nos primitivos documentos. A despeito de tudo o que na Igreja resta de espírito evangélico, verdadeiramente cristão, foi o suficiente para produzir admiráveis obras, obras de caridade que fizeram a glória das igrejas cristãs e que protestam contra o fato de se acharem associadas a tantos ambiciosos empreendimentos, inspirados no apego ao domínio e aos bens materiais.
Seria preciso grande trabalho para destacar o verdadeiro pensamento do Cristo do conjunto dos Evangelhos, trabalho possível, posto que árduo para os inspirados, dirigidos por segura intuição, mas labor impossível para os que só por suas próprias faculdades se dirigem nesse dédalo em que com as realidades se misturam as ficções, com o sagrado o profano, com a verdade o erro.
Em todos os séculos, impelidos por uma força superior, certos homens se aplicaram a essa tarefa, procurando desembaraçar o supremo pensamento das sombras em torno dele acumuladas.
Amparados, esclarecidos por essa divina centelha que para os homens apenas brilha de um modo intermitente, mas cujo foco jamais se extingue, eles afrontam todas as acusações, todos os suplícios, para afirmar o que acreditavam ser a verdade. Tais foram os apóstolos da Reforma.
Eles foram, em sua tarefa, interrompidos pela morte; mas do seio do espaço ainda sustentam e inspiram os que se batem por essa causa. Graças aos seus esforços, a noite que pesa sobre as almas começa a dissipar-se; raiou a aurora de uma revelação muito mais vasta.
É com o auxílio dos esclarecimentos trazidos por essa nova revelação, cientifica e, ao mesmo tempo, filosófica, já espalhada em todo o mundo sob o nome de Espiritismo, ou moderno Espiritualismo, que procuraremos escoimar a doutrina de Jesus das obscuridades em que o trabalho dos séculos a envolveu. Chegaremos, assim, à conclusão de que essa doutrina é simplesmente a volta do Cristianismo primitivo., sob mais precisas formas, com um imponente cortejo de provas experimentais, que tornará impossível todo monopólio, toda reincidência nas causas que desnaturaram o pensamento de Jesus.




                MATÉRIA EXTRAÍDA DO LIVRO
                CRISTIANISMO E ESPIRITISMO.
                         AUTOR: LEON DENIS.   

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ORÍGEM DOS EVANGELHOS


Há cerca de um século, consideráveis trabalhos empreendidos nos diversos países cristãos, por homens de elevada posição nas igrejas e nas universidades, permitiram reconstituir as verdadeiras orígens e as fases sucessivas da tradição evangélica.
Foi, sobretudo, nos centros de religião protestante que se elaboraram esses trabalhos, notabilíssimos por sua erudição e seu caráter minucioso, e que tão vivas claridades projetaram sobre os primeiros tempos do Cristianismo, sobre o fundo, a forma, o alcance social das doutrinas do Evangelho.
São os resultados desses trabalhos o que exporemos resumidamente aqui, sob uma forma que esforçaremos por tornar mais símples que a dos exegetas protestantes.
O Cristo nada escreveu. Suas palavras, disseminadas ao longo dos caminhos, foram transmitidas de boca em boca e, posteriormente, transcritas em diferentes épocas, muito tempo depois da sua morte. Uma tradição religiosa popular formou-se pouco a pouco, tradição que sofreu constante evolução até o século IV.
Durante esse período de trezentos anos, a tradição cristã jamais permaneceu estacionária, nem a si mesma semelhante. Afastando-se do seu ponto de partida, através dos tempos e lugares, ela se enriqueceu e diversificou. Efetuou-se poderoso trabalho de imaginação; e, acompanhando as formas que revestiram as diversas narrativas evangélicas, segundo a sua orígem hebraica ou grega, foi possível determinar com segurança a ordem em que essa tradição se desenvolveu e fixar a data e o valor dos documentos que a representam.
Durante perto de meio século depois da morte de Jesus, a tradição cristã,, oral e viva, é qual água corrente em que qualquer se pode saciar. Sua propaganda se fez por meio da prédica, pelo ensino dos apóstolos, homens símples, iletrados, mas iluminados pelo pensamento do Mestre.
Não é senão do ano 60 ao 80 que aparecem as primeiras narrações escritas, a de Marcos a princípio, que é a mais antiga, depois as primeiras narrativas atribuídas a Mateus e Lucas, todas, escritos fragmentários e que se vão acrescentar de sucessivas adições, como todas as obras populares.
Foi somente no fim do século I, de 80 a 98, que surgiu o evangelho de Lucas, assim como o de Mateus, o primitivo, atualmente perdido; finalmente, de 98 a 110, apareceu, em Éfeso, o evangelho de João.
Ao lado desses evangelhos, únicos depois reconhecidos pela Igreja, grande número de outros vinha à luz. Desses, são conhecidos atualmente uns vinte; mas, no século III, Orígenes os citava em maior número. Lucas faz alusão a isso no primeiro versículo da obra que traz o seu nome.
Por que razão foram esses numerosos documentos declarados apócrifos e rejeitados? Muito provavelmente porque se haviam constituído num embaraço aos que, nos séculos II e III, imprimiram ao Cristianismo uma direção que o devia afastar, cada vez mais, das suas formas primitivas e, depois de haver repelido mil sistemas religiosos, qualificados de heresias, devia ter como resultado a criação de três grandes religiões, nas quais o pensamento do Cristo jaz oculto, sepultado sob os dogmas e práticas devocionais como em um túmulo.
Os primeiros apóstolos limitavam-se a ensinar a paternidade de Deus e a fraternidade humana. Demonstravam a necessidade da penitência, isto é, da reparação das nossas faltas. Essa purificação era simbolizada no batismo, prática adotada pelos essênios, dos quais os apóstolos assimilavam ainda a crença na imortalidade e na ressurreição, isto é, na volta da alma à vida espiritual, à vida do espaço.
Daí a moral e o ensino que atraíam numerosos prosélitos em torno dos discípulos do Cristo, porque nada continham que se não pudesse aliar a certas doutrinas pregadas no Templo e nas sinagogas.
Com Paulo e depois dele, novas correntes se formam e surgem doutrinas confusas no seio das comunidades cristãs. Sucessivamente, a predestinação e a graça, a divindade do Cristo, a queda e a redenção, a crença em Satanás e no inferno, serão lançados nos espíritos e virão alterar a pureza e a simplicidade ao ensinamento do filho de Maria.
Esse estado de coisas vai continuar e se agravar, ao mesmo tempo que convulsões políticas e sociais hão de agitar a infância do mundo cristão.
Os primeiros Evangelhos nos transportam à época perturbada em que a judéia, sublevada contra os romanos, assiste à ruína de Jerusalém e a dispersão do povo judeu(ano70). Foi no meio do sangue e das lágrimas que eles foram escritos, e as esperanças que traduzem parece irromperem de um abismo de dores, enquanto nas almas contristadas desperta o ideal novo, a aspiração de um mundo melhor, denominado “Reino dos Céus”, em que serão reparadas todas as injustiças do presente.
Nessa época, todos os apóstolos haviam morrido, com excessão de João e Felipe; o vínculo que unia os cristãos era bem fraco ainda. Formavam grupos isolados entre si e que tomavam o nome de igrejas(ecclesia, assembléia), cada qual dirigido por um bispo ou vigilante escolhido eletivamente.
Cada igreja estava entregue às próprias inspirações; apenas tinha para se dirigir uma tradição incerta, fixada em alguns manuscritos, que resumiam mais ou menos fielmente os atos e as palavras de Jesus, e que cada bispo interpretava a seu talante.
Acrescentemos a estas tão grandes dificuldades as que provinham da fragilidade dos pergaminhos, numa época em que a imprensa era desconhecida; a falta de inteligência de certos copistas, todos os males que podem fazer nascer a ausência de direção e de crítica, e facilmente compreenderemos que a unidade de crença e de doutrina não tenha podido manter-se em tempos assim tormentosos.
Os três Evangelhos sinóticos acham-se fortemente impregnados do pensamento judeu-cristão, dos apóstolos, mas já o evangelho de João se inspira em influência diferente. Nele se encontra um reflexo da filosofia grega, rejuvenescida pelas doutrinas da escola de Alexandria.
Em fins do séculos I, os discípulos dos grandes filósofos gregos tinham aberto escolas em todas as cidades importantes do Oriente. Os Cristãos estavam em contato com eles, e freqüentes discussões se tratavam entre os partidários das diversas doutrinas. Os cristãos, arrebanhados nas classes inferiores da população, pouco letrados em sua maior parte, estavam mal preparados para essas lutas do pensamento. Por outro lado, os teoristas gregos sentiram-se impressionados pela grandeza e elevação moral do Cristianismo. Daí, uma aproximação, uma penetração das doutrinas, que se produziu em certos pontos. O Cristianismo nascente sofria pouco a pouco a influência grega, que o levava a fazer do Cristo o verbo, o Logos de Platão.
MATÉRIA EXTRAÍDA DO LIVRO
CRISTIANISMO E ESPIRITISMO.
AUTOR: LÉON DENIS.

domingo, 29 de janeiro de 2012

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Pará, Camu-Camu, Cacau, Cupuaçú,
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