“Fui buscado dos que não perguntavam por
mim; fui achado daqueles que não me bus-
cavam. A um povo que não invocava o meu
nome eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.”
A Índia
As Terras dos Ganges guardam ternas lembranças das legiões de espírtos que vieram das estrelas, reencarnando no solo abençoado do Planeta, nas terras do Oriente. Sua filosofia, baseada na vida espiritual, não se furtou ao preconceito das castas, do ascetismo e das mortificações. Não se pode compreender a religião da Índia e toda a sua política sem a crença na imortalidade da alma.
A reencarnação foi ensinada desde as épocas remotas, tendo degenerado, com o tempo, na crença da metempsicose. A existência dos avatares faz parte da filosofia das diversas religiões da Índia: de tempos em tempos, um espírito experimentado, considerado uma grande alma, assume um corpo físico e desempenha uma tarefa educativa entre o povo. O Vedas ensinam a existência da alma, ser imaterial, que peexiste e sobrevive à experiência física, podendo, segundo ensinam, reencarnar ora como homem, ora como animal.
Em meio às superstições que foram incorporadas às diversas filosofias, sobrevive a certeza da imortalidade, da vida futura, da reencarnação e da evolução do ser.
Inicialmente, a religião indiana era destituída de ritos e templos, segundo os arquivos do mundo espiritual. Representava a fé dos piedosos povos capelinos na vida da alma, em Deus e na futura regeneração através das reencarnações. À medida que esses povos retornavam aos seus mundos de orígem, a religião foi sendo deturpada, e, com o tempo, foram criadas outras, que copiavam as antigas, acrescentando-se o profundo sentido místico e esotérico que hoje caracteriza as religiões indianas.
Grandes espíritos experientes têm reencarnado no solo abençoado da Índia, na tentativa de chamar o povo para as verdades espirituais. Siddharta Gauttama, o Buda, Krishna e o Mahatma Gandhi, bem como Swami Sathya Sai Baba são apenas alguns que têm descido do plano espiritual com missões de despertamento e reeducação daqueles povos orientais. A região tem sido palco de dramas dolorosos, e o Plano Maior tem visto na Índia atual um grande berço de almas, um lugar onde muitos espíritos têm sido iniciados em algumas questões espirituais. Resta, em meio às superstições acrescentadas ao longo dos séculos, a crença firme na imortalidade gloriosa, na redenção final através dos méritos próprios, na reencarnação e na evoluçaõ das almas, rumo à grande síntese que nos aguarda no futuro: a libertação do maya, a grande ilusão da vida, e a integração no nirvana, a suprema ventura dos seres redimidos.
O mundo espiritual trabalha intensamente para o despertamento dos povos do Oriente e sua integração com os outros povos do planeta. Jesus, supremo avatar de todas as eras, traz esses povos na conta de sua divina misericórdia, sob a amorosa proteção de Maria.
A China
Fechada em seu sistema filosófico-religioso e no racismo que foi gerado ao longo de sua história milenar, a China prosseguiu sua caminhada mantida pelas tradições de seu povo, de certa forma longe das outras nações do orbe. Dominada pelas superstições, a religião chinesa casou-se com a filosofia secular, abraçando o povo em sua fé símples. Mergulharam na magia e nas artes de advinhação.
Os reis eram considerados representantes do poder divino; após o decesso físico, seus espíritos eram adorados como deuses. O culto dos antepassados sobreviveu ao chamado da espiritualidade, quando, em outras épocas, a mediunidade era cultivada entre seu povo.
Lao-Tse e Confúcio foram os filósofos que tentaram transmitir ensinamentos a esse povo, influenciando largamente a sociedade chinesa. Suas religiões, o Taoísmo e o Confucionísmo, foram, com o transcorrer dos tempos, deturpadas em seus fundamentos mais símples e misturadas com as superstições do povo. O remanescente desses ensinamentos sobreviveu ao longo das gerações e ramificou-se em outras tantas religiões.
O povo chinês não foi deixado desamparado pelo Alto. Emissários do Plano Superior reencarnaram de tempos em tempos, na tentativa de abrir as mentes do povo para as verdades eternas.
Com o aparecimento dos missionários budistas, a China experimentou, no início da era cristã, um novo alento. Os ensinamentos da nova religião penetraram fundo nas almas símples dos chineses, principalmente fazendo firme a crença na sobrevivência da alma e a observância das regras básicas do bem-viver. Hoje, a religião chinesa une vários elementos, antes discordantes, mas o seu povo alimenta firme a fé na imortalidade; em meio as superstições, encontra-se a certeza da sobrevivência e as recompensas e punições do outro lado da vida.
O Alto envia sempre os recursos de acordo com as características do país e a época evolutiva em que vive o povo. Por isso mesmo, os diversos povos do Oriente foram chamados pelo Alto, de formas diferentes, a se integrar com o Ocidente, a fim de traçarem experiências que resultem em aproveitamento para ambos. A evolução e o despertamento dos espíritos da Terra deve se realizar sob o signo da fraternidade universal.
O Japão
Os primeiros encontros do povo japonês com a civilização dos chamados brancos levou-os ao desânimo quanto as tentativas de aproximação com o ocidente. Mantiveram-se os japoneses fechados em seu próprio mundo.
Inspirada pelo plano invisível, a celebre esquadra de Perry abriu as portas do Japão para a chegada do Ocidente. Desde então, sob a supervisão dos emissários de Jesus, processou-se uma abertura total às idéias e filosofias ocidentais.
O povo japonês, rico em tradição e cultura milenar, desde épocas remotas, foi iniciado nas questões espirituais por espíritos que reencarnavam em seu meio. A idéia da imortalidade foi implantada nas mentes e nos corações do povo japonês, e sua religião acabou por se confundir com as cerimônias místicas e misteriosas. Desde os primeiros momentos de sua civilização, o culto dos antepassados sobrevive como iniciação nas questões do espírito. Dominando tudo, está a crença na vida após a morte. Foi a China que conduziu ao Japão os ensinamentos do Budismo e do Confucionismo, formando um clima psíquico especial na região das ilhas sagradas.
Naturalmente, a crença do povo, unida a tradição milenar, foi aos poucos incentivada, sobrevivendo aos séculos e impregnando o espírito japonês com idéias imortalistas e reencarnatórias.
Não procuremos visualizar esses povos do Oriente pela mesma cartilha na qual os ocidentais têm estudado nos milênios de civilização.
Para cada povo, uma parcela da verdade, apresentada de conformidade com sua capacidade de absorver a luz que vêm do Alto. Em todas as religiões e iniciações do planeta exíste a doutrina da imortalidade: É o elo sagrado que as une. Entretanto, somente com o tempo poderemos ver o amadurecimento de todos os povos, à medida que o homem terreno derrubar as barreiras e preconceitos, estabelecendo a fraternidade entre todos.
Matéria Extraída do Livro:
Gestação da Terra
Médium: Robson Pinheiro.
Autor Espiritual: Alex Zarthú.
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