segunda-feira, 27 de junho de 2011

A INICIALIZAÇÃO ESPIRITUAL DOS POVOS DA ANTIGÜIDADE I.


“Fui buscado dos que não perguntavam por
mim; fui achado daqueles que não me bus-
cavam. A um povo que não invocava o meu
nome eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui.”
Isaías 65:1


O Egito
O egito antigo foi palco de grandes dramas.
Em suas ruas, palácios e pirâmides os exilados da pátria celeste encontraram abrigo através das reencarnações. Como escola abençoada para os espíritos de várias procedências, cumpriu a sua tarefa no concerto das nações. Foram-se o brilho e o esplendor dos faraós, e o Egito assemelha-se, hoje, a uma candeia apagada, apenas.
Seus monumentos lá estão, atestando as idéias religiosas de uma vetusta civilização e, também, do que é capaz a força de um povo.
A crença na imortalidade da alma por parte dos egípcios deu orígem a todo um sistema de culto e à formação das castas sacerdotais. A antiga religião egípcia era um misto de crenças que se relacionavam às forças da natureza , personificadas em seus deuses. Os sacerdotes, entretanto, detinham o conhecimento superior dos chamados mistérios, que envolviam as questões de ordem espiritual. O povo, ignorante das leis do mundo oculto, adorava um panteão variado, em que imagens de deuses, heróis e reis se confundiam.
O faraó representava a reencarnação do deus Sol. Abundavam os deuses menores, e o respeito do povo pela natureza era figurado na adoração a certos animais como o boi, a vaca, o carneiro, a cabra, a serpente, o gato e uma variedade de animais domésticos. Através dessas figuras representativas, os sacerdotes procuravam orientar o povo a respeito de algumas verdades espirituais. Os espíritos experimentados que vieram de outros mundos, como, por exemplo, da constelação do Cocheiro, detinham o verdadeiro conhecimento, formando uma classe de iniciados. Em meio ao turbilhão dos deuses adorados pelo povo, remanescia, porém, a idéia do Ente Supremo, cujo nome, de tão reverendo, não podia ser pronunciado. A base desse sistema religioso e mesmo do político e social estava na crença da vida de além-túmulo.
O próprio Osíres, uma das principais divindades, veio a ser cultuado como o deus dos mortos, tendo lugar de destaque no vértice do panteão egípcio.
Os sacerdotes sustentavam a crença de que o homem era composto de várias partes, a saber: o corpo físico, sua imagem _correspondente ao duplo etérico ou Ka _ , a alma e a inteligência. A idéia da imortalidade era muito bem compreendida entre os sábios da Casa dos Sacerdotes, pois, como espíritos exilados de orbes mais evoluídos, traziam impresso na memória espiritual o germe de suas crenças. Impressionavam-se com os mistérios da natureza e estudavam suas leis, em tudo vendo uma manifestação mística do Poder Supremo.
A crença na vida além-túmulo era tão intensa que os egípcios costumavam realizar uma espécie de aordo com os familiares, para decidir a respeito do destino de seus cadáveres e da forma como procederiam ao culto dos mortos. A doutrina da reencarnação era compreendida pelos sacerdotes e magos, que conservavam como conhecimento superior, enquanto entre o povo, ela era conhecida na forma da doutrina da metempsicose.
Na antiga nação dos faraós e sacerdotes do Sol, a humanidade teve uma civilização paternal, que a conduziu nos primeiros passos da vida espiritual.
Suas crenças religiosas deixaram sua herança, influenciando outros povos de então. Os próprios egípcios herdaram da Atlândida a maior parte de seu legado religioso. Entre as ruas de suas cidades e na areia escaldante do Saara pisaram os Filhos de Deus, exilados na pátria terrestre. Sua história espiritual acha-se rica de conhecimento e das realizações dos espíritos capelinos. Hoje, quando a grande maioria dessas almas que reencarnaram nas terras do Egito já retornou à pátria celeste, aos mundos da Via Láctea, resta a memória espiritual de seus feitos. Legaram à humanidade terrestre sua sabedoria e experiências que não poderão ser esquecidas.


Os Povos Sumérios e Babilônicos
Às margens dos rios Tigre e Eufrates floresceu a soberba Babilônia. Orgulhosa e de fortalezas inexpugnáveis, apresentava-se à história das civilizações como a rainha do mundo antigo. Entre os seus reis, ressalta-se Nabucodonosor, aquele que embelezou a cidade com ricos monumentos, criando os seus jardins suspensos, considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Os escritos culneiformes dos sábios caldeus, sumérios e babilônicos atravessaram os séculos, sendo descobertos na atualidade da vossa história pelos pesquisadores e cientistas que buscam a verdade através da arqueologia. Pelos estudos recentes, chegou-se à conclusão de que as regiões da mesopotâmia abrigaram as primeiras civilizações do vosso planeta, em épocas imemoriais.
Diante de monumentos maravilhosos, dos jardins suspensos e dos palácios erguidos em homenagem aos deuses, quedavam-se as nações.
Centro cultural do mundo antigo, a Babilônia sucedeu ao Egito antigo na escola de poder dos povos terráqueos. Sob os céus da terra do Eufrates, reencarnaram espíritos que vieram brindar a humanidade com os rudimentos da matemática, da física e da filosofia. Todas as nações da Terra tiveram ou terão seu papel a desempenhar no Plano Cósmico da Vida.
Foram os sábios caldeus e babilônicos que, sob a orientação dos desencarnados responsáveis por aquela etapa evolutiva, inventaram importantes instrumentos de medição de tempo. Como também eram exilados de certos mundos da amplidão, reencarnados na terra, desenvolveram avançados estudos no campo da astronomia e ergueram soberbas construções, numa demonstração de conhecimento na área da arquitetura. Esses povos exilados traziam na alma a recordação de suas experiências transatas e embelezaram aquelas terras com importantes obras de arte.
A vida cultural estava intimamente ligada a vida religiosa. Entre as grandes realizações da Cidade das Nações, destacava-se o maravilhoso templo do deus tutelar, elevando-se a mais de cem metros de altura e tendo a sua base ocupada por imensas representações da religiosidade do povo. Era um monumento dedicado a imortalidade da alma.
Seus sacerdotes possuíam , como os egípcios, a noção e o conhecimento do Ser Supremo.
Entretanto, a multidão que não era iniciada nos mistérios divinos, adorava outros deuses, muitas vezes sangüinários, incentivada pelos sacerdotes irresponsáveis da época. A Babilônia foi uma das nações da antigüidade consideradas mais ricas em superstição e em ídolos cultuados pelo povo. A mediunidade foi, de forma especial, cultivada nessas almas; porém em meio às manifestações do mundo espiritual, abundavam o misticísmo exagerado, os advinhos, os necromantes e os astrólogos. Era o esoterismo do mundo antigo.
Os babilônicos impressionavam-se com os mistérios da vida além da sepultura. Acreditavam intensamente na imortalidade da alma e na comunicação com os chamados mortos.
Essa crença na sobrevivência da alma foi motivo de todo o seu sistema de cultos. Pelas ruas da Babilônia e das demais nações mesopotâmicas, às margens de seus rios e à sombra de seus salgueiros, pisaram os pés de Daniel e Ezequiel, os profetas do cativeiro hebreu. Os assírios e os caldeus tinham crenças semelhantes aos povos da cidade orgulhosa, e suas pretensões de domínio, como as da Babilônia, viram-se caídas na poeira do tempo, aguardando outras oportunidades de realizações nos séculos de experiências planetárias. Foi também escola de almas, no grande plano da evolução das consciências humanas.


MATÉRIA EXTRAÍDA DO LIVRO:
GESTAÇÃO DA TERRA.
MÉDIUM: ROBSON PINHEIRO.
AULTOR ESPIRITUAL: ALEX ZARTHÚ.

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