quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A REVELAÇÃO

APOCALIPSE


“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu,
para mostrar aos seus servos as coisas que bre-
vemente devem acontecer. Ele as enviou pelo
seu anjo, e as notificou ao seu servo João,
o qual testificou da palavra de Deus, do teste-
munho de Jesus Cristo, de tudo o que viu.”
Ap 1:1-2

Na ilha de Patmos, situada perto da costa da Ásia Menor, não muito distante de Éfeso, o apóstolo João é alvo da atenção do plano espiritual. Em estado de transe, o médium é desdobrado pelo magnetismo espiritual de elevada entidade, quando lhe são comunicados os propósitos que o Alto nutria em relação às revelações que lhe seriam transmitidas.
Inicia assim uma das descrições mais interessantes e importantes, entre os textos considerados sagrados pelos povos cristãos.
Em diversas épocas, depois do estabelecimento da Igreja, o Apocalipse de João constituiu-se motivo de contendas ou de medo para aqueles que não lhe compreendiam o significado.
Aqui, no entanto, prendemos a atenção aos aspectos histórico-morais, com o objetivo de demonstrar as questões relevantes quanto à felicidade futura, destacando a visão otimista que se oculta sob o véu das imagens apresentadas pelo apóstolo.
O caráter do livro é perfeitamente demonstrado já no início do capítulo (Ap 1:1). É uma revelação que o alto proporciona aos servos, por via mediúnica, pois é transmitida a João por intermédio de elevado mensageiro espiritual __ o anjo que lhe desdobra, ante a visão psíquica, os propósitos que o Cristo lhe transmitiu.
João envia as mensagens às sete igrejas da Ásia [Ap 2-3]. Isso se reveste de significado para nós.
Após a morte de Jesus, os apóstolos foram investidos da missão de espalhar a boa-nova do Reino por todas as Nações por onde pisassem seus pés. Sozinhos ou em grupo, por todos os coonfins do mundo então conhecido, fundaram igrejas ou comunidades, onde, onde se estudavam as palavras de Jesus. Já naquele tempo, pressentia-se que elementos de ordem inferior começavam a minar as resistências daqueles que defendiam os princípios estabelecidos pelos fundadores das comunidades religiosas ( do grego, ekklesias). Esse fato levou o Alto a enviar a divina Revelação a essas comunidades, estendida àquela que lhes sucederiam ao longo do tempo na história humana.
Ao falar a respeito “daquele que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1:4,8,etc.) e “dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Ap 1:4), o apóstolo nos faz relembrar da ascendência moral de Jesus sobre todos os povos da Terra e da comunidade de espíritos superiores que, junto a Jesus, governam os destinos do orbe terráqueo, desde sua formação até a consumação da presente etapa evolutiva. Quais sejam os acontecimentos vindouros, as tempestades políticas e sociais, não devemos temê-los, por saber de elevada assistência desses espíritos do Senhor, que, sob a orientação de Jesus, nos amparam a marcha evolutiva e nunca abandonam a raça humana. Por isso é apresentada a visão semelhante a um trono, que significa a majestade, o poder que o Cristo detém em em todas as circunstâncias da história.
Embora estadistas, os governadores e os reis de todas as épocas se julguem donos de todos os acontecimentos sociais desenvolvidos na Terra, os mensageiros siderais do governo oculto do mundo detêm, em suas mãos, o poder de modificar o panorama dos acontecimentos, abalar os reinos e promover o progresso dos povos, sendo sua atuação na história perfeitamente visível e, acima de tudo, confiável, pois obedecem a um plano previamente estabelecido pela Suprema Consciência que a tudo governa pela sua vontade soberana.
Logo a seguir, o apóstolo fala que, no estabelecimento do reino do amor, “todo o olho o verá, até mesmo os que o trespassaram” (Ap 1:7), mostrando a inflexibílidade da lei do progresso espiritual, que define o futuro de todos os seres. Aqueles mesmos espíritos que, em qualquér época, relegaram a mensagem cristã, perseguiram ou martirizaram os mensageiros do eterno bem, haverão de retornar ao palco da vida física, em novas oportunidades de progresso e redenção, a fim de presenciarem, no futuro, o reinado do amor estabelecido nos corações.
“Eu fui arrebatado em espírito” (Ap 1:10) __ é como o apóstolo vidente descreve o método como lhe foi revelada a mensagem apocalíptica. Através do desdobramento espiritual, ele foi levado a regiões do espaço, onde os acontecimentos de todas as épocas encontram-se indelevelmente gravados nos registros siderais. De posse de tal conhecimento, retorna ao corpo físico, em êxtase dos sentidos, e relata de forma maravilhosa, com os símbolos e imagens que são tão comuns ao seu povo, aquilo que o Mestre da Vida lhe revela ao espírito fiel.
Nas comunidades religiosas da época, as chamadas ekklesias, começava a obra do “homem do pecado” [expressão de Paulo utilizada em 2Ts 2:3], isto é, a penetração de doutrinas humanas, que, lentamente, foram-se integrando ao núcleo primitivo do cristianismo, às comunidades cristãs. Nas epístolas aos seus discípulos Timóteo e Tito, bem como na carta aos hebreus, Paulo já chamava à atenção para o perigo de se desviar da “sã doutrina”, como que prevendo as dificuldades que iriam abater-se sobre o edifício duramente construído da doutrina cristã [cf. 1Tm 1:10, Tt 2:1, Hb 13:9].
É em meio a esse clima que vieram os alertas do apóstolo João, no livro Apocalipse.
Faz-se necessário que retornemos, de vez em quando, às páginas do Antigo Testamento, a fim deconsultarmos o livro do profeta Daniel e outros mais, e entendermos oque se acha escrito em alguns capítulos do Apocalipse, para então formarmos uma visão mais ampla da mensagem neotestamentária da Revelação.


ESPIRITISMO EM AÇÃO!
APOCALIPSE - Uma Interpretação Espírita das Profecias.
AUTOR ESPIRITUAL: ESTEVÃO.
MÉDIUM: ROBSON PINHEIRO.
Matéria Transcrita de…
POR: José Roberto Almeida Valente 

O APOCALIPSE DE JOÃO

Um Pouco de Hermenêutica Bíblica.



O médium João Evangelista, sob a orientação do Alto, deixa registrada para a posteridade uma carta, em forma de revelação profética.
Ele se refere a si mesmo quatro vezes como sendo João (Ap 1:1,4,9; 22:8). Analisando seus comentários no Apocalípse, chega-se à conclusão de que o apóstolo era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que não precisou estabelecer suas credenciais apostólicas.

Os acontecimentos__a época
Evidências encontradas no próprio texto indicam que foi escrito durante período de extrema perseguição aos cristãos. Provavelmente, no período compreendido entre o reinado de Nero, quando do grande fogo que quase destruiu Roma, em julho de 64 d.C., e a destruição de Jerusalém, em setembro de 70 d.C. O livro e uma profecia, uma revelação autêntica sobre o futuro próximo e os tempos do fim __a perseguição dos cristãos, que se tornou bem mais intensa e severa nos anos seguintes __ , tanto quanto sobre a esperança de dias melhores para a humanidade.

Ocasião e objetivo
Sob a inspiração dos espíritos e utilizando-se das mensagens do Antigo Testamento, João sem dúvida vinha refletindo sobre os acontecimentos que ocorriam em Roma e em Jerusalém, quando recebeu a revelação do que estava para acontecer, isto é, a intensificação do conflito espiritual que confrontaria as comunidades religiosas __ igrejas (Ap 1-3) __, perpetrada pelo Estado anticristo e por numerosas religiões não cristãs.
O objetivo da mensagem apocalíptica era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristã garantida e certa, além de ratificar a certeza de que, em Cristo, eles compartilhavam o método soberano de Deus. por meio da espiritualidade em todassuas manifestações, alcançariam a superação total das forças de oposição à nova ordem que se estabelecia, pois que essa constituía a vontade do Altíssimo

Conteúdo
A mensagem central do Apocalipse é que “Já reina o Senhor nosso Deus, Todo -poderoso” (Ap 19:6). Esse tema foi validado na história devido a vitória do Cordeiro, que é ”o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Ap 17:14), na linguagem bíblica. Entendido em seu sentido espiritual, significa que todos os acontecimentos históricos estão e são administrados pela soberania de Jesus, o administrador do mundo, o filho de Deus.
Entretanto, aqueles que intentam seguir a mensagem cristã estão envolvidos em um conflito espiritual contínuo, chamado combate pelo apóstolo Paulo (Ef 6:10-12). Sendo assim, o Apocalipse também tem por objetivo possibilitar maior discernimento quanto à natureza e tática dos inimigos íntimos do homem, materializados nas forças de oposição e cinhecidos como dragão, besta e falso proféta. O dragão, representação de todas as forças que se opõem ao progresso do mundo, sente-se reprimido e acuado pelas conseqüentes restrições impostas à sua atividade. Desesperado para frustrar os propósitos espirituais perante o destino inevitável, desenvolve uma ativdade intensa, procurando “fazer guerra” aos santosou aos que obsservam a fidelidade a Jesus (cf. Ap 12:17). A primeira e a segunda Bestas (Ap 13:1-10 e 11-17, respectivamente) podem ser compreendidas como a representação da sociedade, do comércio e da cultura secular chamada cristã, também conhecida como cultura ocidental, definitivamente enganosa e sedutora, representada também como a prostituta Babilônia (Ap 17-18).

Forma Literária
Depois do prólogo, o Apocalipse começa (Ap 1:4-7) e termina (Ap 22:21) da mesma forma que as demais epístolas típicas do Novo Testamento. Embora contenha sete cartas para sete igrejas, está claro que cada membro deve “ouvir” a mensagem dirigidas a cada uma das igrejas, bem comoa mensagem do livro inteiro (cf. Ap 1:3; 22:16-17), a fim de que possa conhecer os propósitos e desígnios espirituais e perceber que “o tempo está próximo” (Ap 1:3; 22:9-10). No interior desta carta de conteúdo escatológico, está a profecia (cf. Ap 1:3; 10:11; 19:10; 22:6-7,10,18-19).
De acordo com Paulo, “o que profetiza, fala aos homens pela edificação [estímulo], exortação e consolação” (1Co 14:3).
O proféta é, pois, o médium do Alto que anuncia a Palavra ou mensagem como um chamamento à conscientização do tempo prresente e da situação futura. Além disso, desperta a responsabílidade quanto a parcela da verdade que está reservada a cada igreja, comunidade, ou, em grego, ekklesia.
Como o próprio texto de João alerta, essa professia ou revelação mediúnica e espiritual não deveria ser selada ou retida em segredo (cf. Ap 22:10), por ser relevante para os seguidores do Mestre de todas as gerações.

Métodos de Comunicação
João recebeu as revelações na forma de figuras vívidas e imagens simbólicas, que se assemelham àquelas encontradas nos livros proféticos do Antigo Testamento. Ele registra suas visões na ordem em que as recebeu, muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Sendo assim, ele não estabelece uma ordem cronológica na qual determinados eventos históricos devem necessariamente acontecer, nem encadeia as profecias do Apocalipse em uma sucessão cronológica. Dois exemplos: Jesus nasce em Ap 12, é exaltado em Ap 5 e caminha em meio às suas igrejas em Ap 1; a besta que ataca as duas testemunhas em Ap 11:7 não havia sido mencionada em Ap 13. Portanto, João registrava uma série de visões sucessivas, e não uma série de aontecimentos consecutivos.
O Apocalipse é um panorama ou quadro cósmico __ ou melhor, diversos quadros vivos, que retratam certa situação espiritual __ elaborado, colorido, acompanhado e interpretado por anjos, ou seja, seres espirituais da mais alta estirpe. A palavra falada é prosa elevada, mais poética do que possam expressar os tradutores; a música do texto é semelhante a uma cantata. Repetidamente são introduzidos temas, mais tarde reintroduzidos, combinados com outros, que, no todo, constituem um esboço da história universal.
Há um segredo para a compreensão das visões e revelações mediúnicas dadas através de João. As mensagens e revelações contêm linguagem figurativa, que sugere as realidades espirituais em torno e por trás da experiência histórica. Os sinais e símbolos são essenciais, porque a verdade espiritual e a realidade invisível devem ser sempre comunicadas aos seres humanos através de seus sentidos. Tais figuras apontam para o que é definitivamente indescritível: exprimem uma tentativa de tornar compreensível o fator espiritual, utilizando elementos conhecidos da época em que são descritos. Por exemplo: o relato sobre so gafanhotos demoníacos do abismo (Ap 9:1-12) cria uma impressão vívida e horripilante, ainda que os mínimos detalhes não tenham sido descritos com a intenção de ser interpretados.

Cristo revelado
O Apocalipse traz uma mensagem na qual se acha plenamente expressa a natureza divinizada e humana do Cristo, tanto quanto seu trabalho incessante no governo do mundo. Mencionado pelo menos uma vez no Apocalipse [declarando-se o autor das revelações, Jesus aparece com esse nome apenas em Ap 22:16], junto com uma série de títulos adicionais, o Mestre é apresentado como o ponto máximo na representação de Deus, auxiliando a vitória do bem e o estabelecimento definitivo do reino do amor na Terra. O livro da revelação profética fornece uma visão multidimensional da posição, do ministério contínuo e da vitória definitiva de Jesus como o administrador dos destinos humanos.
Nas visões do apóstolo, o único que é digno de executar o propósito eterno de Deus é “o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi” (Ap 5:5; cf. 5:9,12) __Jesus, conforme fora anunciado pelos profetas [cf Gn 49:9; Is 11:1-10; Rm 15:12 etc.]. No Apocalipse, contudo, o Mestre aparece não como um Messias político, mas um Cordeiro morto (Ap 5:5-6) e ressuscitado. O Cordeiro é seu título primário, utilizado 28 vezes no Apocalipse, uma vez que é assim denominado por João já em seu Evangelho (Jo 1:29). Como aquele que conquistou, Ele tem a legítima autoridade e o poder de controlar todas as forças do mal e suas conseqüências segundo seus propósitos de julgamento e evolução (cf Ap 6:1-7: 17), pois o Cordeiro está “assentado sobre o trono” (Ap 4:2-5:14; 22:3) __ essa é uma linguagem representativa com relação à interpretação das palavras proféticas de João.
O Cordeiro, descrito, já em Dn 7:13 e novamente em Ap 1:13, como “alguém semelhante a um filho de homem”, está sempre no meio de seu povo (cf. Ap 1:9-3:22; 14:1), indivíduos cujos nomes estão registrados em seu livro da vida (cf Ap 13:8; 20:15; 21:27; Fp 4:3; expressão que remonta a SI 69:28). Ele os conhece intimamente; com um amor dedicado e sobre-humano, cuida deles, protege-os, disciplina-os e desafia-os. Eles compartilham totalmente de sua vitória presente e futura (cf. Ap 17:14; 19:11-16; 21:1-22:5), bem como da “ceia das bodas” ou da celebração da vida e da vitória (cfAp 19:7-9; 21:2). O Cordeiro habita em seu povo __ pois é chamado filho do próprio homem __ que, por sua vez, habita no Cordeiro (cf Ap 21:22). Tal ensinamento é válido para aqueles que, de uma forma ou de outra, são os representantes do Cordeiro no presente momento evolutivo do mundo.
O Cordeiro é o símbolo do Deus que se manifesta em seus filhos (cf. Ap 7; 11:17; 22) para consumar o plano de evolução, para completar a criação da nova comunidade de seres espiritualizados, traduzida como “um novo céu e uma nova Terra” (Ap 21:1) e restaurar as bençãos num mundo renovado pelo amor (ccf. Ap 22:2-5). Jesus, como o divino Cordeiro, representa o ponto culminante da história e também o maior representante da raça humana junto às comunidades redimidas da Via-Láctea.

Os espíritos agem no Apocalipse
A descrição dos espíritos como os “sete espíritos de Deus” é indiscutível no livro profético (cf. Ap 1:4; 3:1; 4:5; 5:6). O número sete, na cultura judaica, é um número simbólico, qualitativo, comunicando a idéia de perfeição e plenitude. Portanto, o plano espiritual é expresso em termos de excelência, no que tange a sua atividade dinâmica em benefício da humanidade. As “sete lâmpadas de fogo” que aparecem em Ap 4:5 sugerem que as tarefas de esclarecimento dos espíritos é assim como o fogo das sete lâmpadas ou candeias, que expressam uma atividade energizante, iluminativa. Os sete espíritos são apresentdos simultâneamente como os sete olhos e os sete chifres do Cordeiro (Ap 5:6), simbolizando respectivamente conhecimento e poder em plenitude; além disso, estão postos “diante do trono” (Ap 1:4; 4:5). Ambos fatos evidenciam serem eles os representantes do Cordeiro, Jesus, indicando que os espíritos administram junto com Ele os destinos dos homens do planeta Terra.
É importante notar ainda como em cada uma das mensagens para as sete igrejas, constantes em Ap 2-3, observa-se como os membros são incitados a ouvir “o que o espírito diz” ao término de cada carta. Ora, o espírito diz somente o que Jesus diz __ ele tão-somente transmite a mensagem do Senhor __, portanto eis aqui a atuação direta do plano espiritual junto às comunidades eclesiais.
Enfim, as visões proféticas são comunicadas a João somente quando ele está “arrebatado em espírito” (cf. Ap 1:10; 4:2), levado ou movido em espírito (cf. Ap 21:10) __ ou, de acordo com a terminologia espírita atual, desdobrado em corpo espiritual __, informação que torna patente o fenômeno mediúnico.

Espiritismo em Ação!
Autor Espiritual: Estevão.
Médium: Robinson Pinheiro.
Matéria Transcrita do Livro: APOCALIPSE,
Uma Interpretação Espírita das Profecias.
Por: José Roberto Almeida Valente 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O PODER DOS PAPAS

“Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isto
não acontecerá sem que antes venha a apostasia, e
se manifeste o homem do pecado, o filho da perdi-
ção. Ele se opõe e se levanta contratudo o que se
chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se
assentará, como Deus, no templo de Deus, queren-
do parecer Deus.”
2 Tessalonicenses 2:3-4

TODO SENTIMENTO religioso, que eleva a alma em direção ao Eterno, é inspirado pelo Alto. É inspirado pelos Espíritos Superiores que orientam a Terra.
Entretanto, não podemos confundir o sentimento religioso, a religiosidade, com as organizações religiosas. Estas são obras do homem e embora respeitáveis, nem sempre conseguem refletir a inspiração inicial.
Ante essa realidade, não podemos nos furtar a realizar uma retrospectiva da história das religiões, principalmente do Cristianismo, com a ascensão dopoder temporal e espiritual dos dirigentes da Igreja.
Grandes comoções sociais, políticas e espirituais foram desencadeadas por haverem os homens cedido o poder a pessoas despreparadas. Guardando as exceções que sempre houve, o papado representou a materialização dos piores instintos humanos, quando pretendia o domínio dos povos e naçõoes.
O poder temporal dado aos bispos de Roma separou a Igreja dos ensinamentos do Cristo. O domínio das consciências selou definitivamente a condição de anti-Cristo a que se entregou o papado ao longo dos sécuos.
A mensagem cristã é de fraternidade, humildade, boa vontade e trabalho digno. Qualquer expressão de religiosidade, transformada empoder, tende a afastar-se do propósito superior.
Com certeza, houve sempre homens que tentaram trazer o movimento religioso e seus representantes à luz da razão. Mas os homens que governaram a Igreja perderam o bom senso que produz o equilíbrio. Por séculos, a Igreja transformou-se em pedra de tropeço para o progresso do mundo. Imersa durante séculos em profundo dogmatismo religioso e teológico, ela divagava, perdida na neblina de seus ensinos ultrapassados.
Quando o Império Romano começou a afundar, perdido em meio aos ataques das tribos germânicas, dos povos vândalos e dos godos, a decadência moral e a corrupção interna exigiram que mudanças radicais se instaurassem para tentar reerguer o poder que ameaçava ruir. Era necessário que algo acontecesse para restaurar a sociedade romana, profundamente desestruturada. As forças espirituais das trevas começaram por inspirar alguns dirigentes políticos de então a realizar a união do poder político com o religioso.
Em 324, Constantino, o Grande, Imperador do Leste, converteu-se ao Cristianismo. Na medida em que o Império Bizantino crescia em poder diante das outras nações, Constantino tentava retomar o domínio das tribos germânicas, e muitas vezes foi intuído ou obsidiado pelo espírito Nero, antigo imperador romano, que servia sob o domínio do terror. O Impéio falhou em muitos de seus empreendimentos, e Roma sucumbiu no século V sob a influência germânica. Abriu-se então o caminho para que a Igreja assumisse o poder, sendo inspirada por dirigentes umbralinos. Já estava afastada dos ensinamentos de Jesus.
A partir do ano 538 da era cristã, quando o último poder dos ostrogodos foi vencido, estabeleceu-se o poder temporal dos papas de Roma. Responsáveis pela política adotada ao longo dos tempos dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, os papas sintetizaram os anseios e a sede de poder dos homens que pretenderam o domínio das consciências.
Os rituais do paganismo foram aos poucos sendo modificados e sincretizados nos rituais da Igreja, que mascarava a deficiência espiritual dos povos e de seus dirigentes com aparências externas e doutrinas diferentes, que aos poucos foram sendo incorporadas ao edifícil da Igreja.
O domínio temporal da Igreja pelo poder dos papas de Roma durou mais ou menos sete séculos, durante os quais a Europa foi sendo despedaçada por guerras realizadas pelos senhores feudais, que já se sintonizavam com os poderes das sombras. Mas tarde, quando Carlos Magno foi coroado imperador pelo Papa Leão III, no natal do ano 800, apenas disfarçava o seu poder, pois o bispo de Roma é que ainda dominava por trás de tudo.
Apesar do domínio aterrador dos papas romanos, alguma réstia de luz surgia de vez em quando e ameaçava iluminar as trevas morais da Idade Média.
Enquanto o império dos papas estava dividido em imensas revoltas, crimes hediondos e políticas desequilibradas, florescia o Império Otomano a partir do século XVII, estendendo o seu domínio desde o norte da África até o leste da China, passando pelo Egito, Pérsia e Ásia. A tudo isso os espíritos acompanhavam, e a situação transcorria de acordo com a sintonia dos dirigentes encarnados. Quem pudesse observar veria um imenso exército de entidades desencarnadas à espera de que homens terrestres se posicionassem a fim de se estabelecer o lado vencedor nos conflitos. Todos os lances da história de vosso planeta são acompanhados com imenso interesse pelos espíritos que se têm comprometido com os princípios do Evangelho do Senhor Jesus.
Com a entrada dos muçulmanos no cenário político mundial, o império dos papas foi ameaçado em seus fundamentos. Começou também a renascer um interesse cultural por diversos conhecimentos, o que, mais tarde, resultaria na Renascença. Roma precisava recorrer a novas táticas.
Assim, as idéias de Aristóteles passaram a fazer parte da teologia da Igreja, que fazia crer que a Terra era o centro do universo, e o papa, o centro do poder. Era o domínio das trevas sobre o conhecimento humano. Enquanto Lúcifer era apresentado dominando o inferno, o papa era apresentado dominando a cristandade, e seus decretos e os ensinamentos da Igreja, a única forma de se resguardar contra o domínio dos demônios. A humanidade era ameaçada novamente, por meio das sutilezas da filosofia medieval, pelo domínio dos papas, que ofereciam ricas posses a quem defendesse as suas idéias.
Espíritos sombrios da falange dos Dragões vigiavam de perto os bispos de Roma e riam, zombando da humanidade. Os dogmas dominavam então, e a autoridade do papa era somente enfrentada por poucos que ousavam desafiar-lhe o poder e acabavam torturadosou mortos nas fogueiras impiedosas da Idade Média. Com a entrada em cena de Copérnico, a Igreja começou a sentir-se ameaçada. Ele colocou a situação um pouco em seus devidos lugares quando defendeu a tese de ser o Sol o centro do sistema, e não a Terra. dessa forma trouxe filosóficamente e científicamente, o bispo de Roma ao seu devido lugar, embora fosse incompreendido em sua época. Assistido por emisssários de Jesus, Copérnico iniciou uma revolução conceptual, que auxiliou as idéias da Reforma Protestante, levada a efeito por Lutero. As idéias disseminadas e defendidas por Copérnico eram uma espécie de flecha no coração do papado, pois combatiam sua idéia central, a de que a Terra era o centro do sistema e o papa, a força principal de toda a cristandade. Começava a naufragar o domínio temporal e consciencial dos bispos de Roma.
A humanidade começava a despertar da longa letargia que a dominava, sob o império das trevas morais defendido por Roma, onde ficava o trono da besta apocalíptica.
Os navegadores espanhóis e portugueses ampliavam as fronteiras do planeta. Nascia a Renascença, sob a inspiração dos espíritos superiores. Reencarnaram na Terra almas já experimentadas, como Leonardo da Vince, Michelângelo e Rafael. Roma perdia lentamente o domínio dos corações escravizados.
Felizmente os ventos misericordiosos da bondade divina bafejaram as portas da Santa Sé. Almas mais conscientes, na tentativa de espiritualizar a Igreja, têm auxiliado o movimento relilgioso e as instituições religiosas. Resnasceu na Terra Francisco de Assis, um dos discípulos mais lúcidos de Jesus, que trouxe uma proposta renovadora para a humanidade. Teresa de Ávila, João da Cruz e tantas outras almas esclarecidasnão se cansaram de retornar à Terra, chamando a Igreja e os bispos de Roma para o ensinamento do Mestre de Nazaré. Das cinzas do papado renascia calmamente o legado de Jesus.

Espiritismo em Ação!
Autor Espiritual: Aléx Zarthú.
Médium: Robson Pinheiro
Matéria Transcrita do Livro
Gestação da Terra.
Por: José Roberto Almeida Valente

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A INQUISIÇAO


“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados;
perplexos, mas não desanimados;
perseguidos; mas não desamparados;
abatidos; mas não destruídos; (…) Cri, por isso falei.
Também nós cremos, por isso também falamos.”
2 Coríntios 4:8-9,13

DURANTE OS SÉCULOS da Idade das Trevas, a Idade Média na história humana, vários espíritos capelinos, pertencentes aos retardatários do progresso espiritual, reencarnaram nos países europeus, para novas oportunidades de aprendizado.
Muitos deles não conseguiram realizar o programa traçado pelo Alto e, invetindo-se do poder temporal, deixaram transparecer nos seus atos, na sociedade e nas instituições, a negritude de suas almas atormentadas.
Foi assim que, com o patrocínio espiritual das forças das trevas, a Igreja Católica reuniu o Concílio de Verona, no ano de 1184, instituíndo o Tribunal do Santo Ofício.
Propunha o sinistro tribunal ser instrumento de combate às heresias, espalhando morte e dor, através das punições que realizava, em nome da Igreja. Inspirado por entidades perversas, o Tribunal do Santo Ofício se distinguia por requintes de extrema crueldade.
O Papa Gregório IX, espírito que se sintonizava com o mal, fortaleceu a Inquisição por meio de um decreto, dando plena liberdade aos inquisidores. As legiões luciferinas foram soltas, e o mundo conheceu um dos mais negros capítulos de sua história, sob a aprovação da Igreja.
Outro espírito que se sintonizou com as trevas, o Papa Inocêncio IV, sancionou o emprego da tortura nos tribunais da Inquisição no ano de 1252.
Nessa época, surgiram os imensos dramas e conluios tenebrosos, que, até hoje, em pleno início de uma nova era, infelicitam as vidas de milhares de pessoas, que participaram direta ou indiretamente daqueles eventos difíceis. Muitos guardam impresso, nas telas da memória, o registro sinistro do ocorrido, transmitindo para a vida atual, em forma de conflitos dolorosos, complexos castrativos, autopunições, como resposta ao sentimento de culpa, ou enfermidades de longo curso, que assomam no campo biológico. A reencarnação funciona como elemento reparador das forças da alma culpada, que se distanciou dos caminhos do bem.
Somente sob o comando de Tomás de Torquemada, espírito luciferino, milhares de crimes foram perpetrados, tendo esse ser se transformado numa espécie de símbolo da Inquisição.
O Plano superior enviou algumas almas para reencarnar na Terra a fim de deter a avalanche de crimes hediondos que se efetuavam em nome da Igreja.
A Inquisição e as Cruzadas foram motivo de dores e desespero para milhares de almas. Entretanto, a Terra não estava desamparada. Ao longo dos séculos, os emissáris do Alto reencarnaram no planeta, mostrando, com seus exemplos, um rastro de luz para os povos do mundo. Grandes almas viéram periódicamente exemplificar as belezas do País da Luz Imortal.
Na França, Pedro Valdo reencarna e traz novas luzes para a sua época. Francisco de Assis, desde a Úmbria, ilumina os céus do planeta com sua voz das estrelas. Jan Huss, um dos mais diletos discípulos do Mestre, tendo como discípulo Jerônimo de Praga, trabalha arduamente para a Reforma na região da Boêmia. Joana D’arc, heroína francesa, aparece no cenário do mundo dando o seu testemunho de firmesa e fé inabalável. Lutero, o gigante da Reforma, reencarna na Alemanha, transformando sua vida em facho de luz na escuridão da Idade Média. Teresa de Ávila, na Espanha, Giodano Bruno, na Itália e João Calvino, na França, são apenas algumas das almas que retornaram para que a chama do ideal cristão e do amor não se extinguisse.
Vários discípulos do Mestre reencarnaram na terra, dando sua contribuição à evolução da humanidade. Jesus a tudo assistia, esperando o momento do despertar das consciências adormecidas.
Espíritos sublimes preparavam o cenário do mundo, lentamente, para a vinda do Consolador.
Embora os caminhos difíceis escolhidos pelos filhos da Terra, o Alto sempre conduz todas as coisas para o sublime aprendizado da vida.
Ante as Guerras, as perseguições religiosas do passado e os lamentáveis acidentes no percurso da vossa civilização, Deus age silenciosamente, transformando tudo pela força do amor, visando ao progresso espiritual.

Maréria Transcrita do Livro:
Gestação da Terra.
Médium: Robson Pinheiro.
Espírito: Alex Zarthú.