APOCALIPSE
“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu,
para mostrar aos seus servos as coisas que bre-
vemente devem acontecer. Ele as enviou pelo
seu anjo, e as notificou ao seu servo João,
o qual testificou da palavra de Deus, do teste-
munho de Jesus Cristo, de tudo o que viu.”
Ap 1:1-2
Na ilha de Patmos, situada perto da costa da Ásia Menor, não muito distante de Éfeso, o apóstolo João é alvo da atenção do plano espiritual. Em estado de transe, o médium é desdobrado pelo magnetismo espiritual de elevada entidade, quando lhe são comunicados os propósitos que o Alto nutria em relação às revelações que lhe seriam transmitidas.
Inicia assim uma das descrições mais interessantes e importantes, entre os textos considerados sagrados pelos povos cristãos.
Em diversas épocas, depois do estabelecimento da Igreja, o Apocalipse de João constituiu-se motivo de contendas ou de medo para aqueles que não lhe compreendiam o significado.
Aqui, no entanto, prendemos a atenção aos aspectos histórico-morais, com o objetivo de demonstrar as questões relevantes quanto à felicidade futura, destacando a visão otimista que se oculta sob o véu das imagens apresentadas pelo apóstolo.
O caráter do livro é perfeitamente demonstrado já no início do capítulo (Ap 1:1). É uma revelação que o alto proporciona aos servos, por via mediúnica, pois é transmitida a João por intermédio de elevado mensageiro espiritual __ o anjo que lhe desdobra, ante a visão psíquica, os propósitos que o Cristo lhe transmitiu.
João envia as mensagens às sete igrejas da Ásia [Ap 2-3]. Isso se reveste de significado para nós.
Após a morte de Jesus, os apóstolos foram investidos da missão de espalhar a boa-nova do Reino por todas as Nações por onde pisassem seus pés. Sozinhos ou em grupo, por todos os coonfins do mundo então conhecido, fundaram igrejas ou comunidades, onde, onde se estudavam as palavras de Jesus. Já naquele tempo, pressentia-se que elementos de ordem inferior começavam a minar as resistências daqueles que defendiam os princípios estabelecidos pelos fundadores das comunidades religiosas ( do grego, ekklesias). Esse fato levou o Alto a enviar a divina Revelação a essas comunidades, estendida àquela que lhes sucederiam ao longo do tempo na história humana.
Ao falar a respeito “daquele que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1:4,8,etc.) e “dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Ap 1:4), o apóstolo nos faz relembrar da ascendência moral de Jesus sobre todos os povos da Terra e da comunidade de espíritos superiores que, junto a Jesus, governam os destinos do orbe terráqueo, desde sua formação até a consumação da presente etapa evolutiva. Quais sejam os acontecimentos vindouros, as tempestades políticas e sociais, não devemos temê-los, por saber de elevada assistência desses espíritos do Senhor, que, sob a orientação de Jesus, nos amparam a marcha evolutiva e nunca abandonam a raça humana. Por isso é apresentada a visão semelhante a um trono, que significa a majestade, o poder que o Cristo detém em em todas as circunstâncias da história.
Embora estadistas, os governadores e os reis de todas as épocas se julguem donos de todos os acontecimentos sociais desenvolvidos na Terra, os mensageiros siderais do governo oculto do mundo detêm, em suas mãos, o poder de modificar o panorama dos acontecimentos, abalar os reinos e promover o progresso dos povos, sendo sua atuação na história perfeitamente visível e, acima de tudo, confiável, pois obedecem a um plano previamente estabelecido pela Suprema Consciência que a tudo governa pela sua vontade soberana.
Logo a seguir, o apóstolo fala que, no estabelecimento do reino do amor, “todo o olho o verá, até mesmo os que o trespassaram” (Ap 1:7), mostrando a inflexibílidade da lei do progresso espiritual, que define o futuro de todos os seres. Aqueles mesmos espíritos que, em qualquér época, relegaram a mensagem cristã, perseguiram ou martirizaram os mensageiros do eterno bem, haverão de retornar ao palco da vida física, em novas oportunidades de progresso e redenção, a fim de presenciarem, no futuro, o reinado do amor estabelecido nos corações.
“Eu fui arrebatado em espírito” (Ap 1:10) __ é como o apóstolo vidente descreve o método como lhe foi revelada a mensagem apocalíptica. Através do desdobramento espiritual, ele foi levado a regiões do espaço, onde os acontecimentos de todas as épocas encontram-se indelevelmente gravados nos registros siderais. De posse de tal conhecimento, retorna ao corpo físico, em êxtase dos sentidos, e relata de forma maravilhosa, com os símbolos e imagens que são tão comuns ao seu povo, aquilo que o Mestre da Vida lhe revela ao espírito fiel.
Nas comunidades religiosas da época, as chamadas ekklesias, começava a obra do “homem do pecado” [expressão de Paulo utilizada em 2Ts 2:3], isto é, a penetração de doutrinas humanas, que, lentamente, foram-se integrando ao núcleo primitivo do cristianismo, às comunidades cristãs. Nas epístolas aos seus discípulos Timóteo e Tito, bem como na carta aos hebreus, Paulo já chamava à atenção para o perigo de se desviar da “sã doutrina”, como que prevendo as dificuldades que iriam abater-se sobre o edifício duramente construído da doutrina cristã [cf. 1Tm 1:10, Tt 2:1, Hb 13:9].
É em meio a esse clima que vieram os alertas do apóstolo João, no livro Apocalipse.
Faz-se necessário que retornemos, de vez em quando, às páginas do Antigo Testamento, a fim deconsultarmos o livro do profeta Daniel e outros mais, e entendermos oque se acha escrito em alguns capítulos do Apocalipse, para então formarmos uma visão mais ampla da mensagem neotestamentária da Revelação.
ESPIRITISMO EM AÇÃO!
APOCALIPSE - Uma Interpretação Espírita das Profecias.
AUTOR ESPIRITUAL: ESTEVÃO.
MÉDIUM: ROBSON PINHEIRO.
Matéria Transcrita de…
POR: José Roberto Almeida Valente
“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu,
para mostrar aos seus servos as coisas que bre-
vemente devem acontecer. Ele as enviou pelo
seu anjo, e as notificou ao seu servo João,
o qual testificou da palavra de Deus, do teste-
munho de Jesus Cristo, de tudo o que viu.”
Ap 1:1-2
Na ilha de Patmos, situada perto da costa da Ásia Menor, não muito distante de Éfeso, o apóstolo João é alvo da atenção do plano espiritual. Em estado de transe, o médium é desdobrado pelo magnetismo espiritual de elevada entidade, quando lhe são comunicados os propósitos que o Alto nutria em relação às revelações que lhe seriam transmitidas.
Inicia assim uma das descrições mais interessantes e importantes, entre os textos considerados sagrados pelos povos cristãos.
Em diversas épocas, depois do estabelecimento da Igreja, o Apocalipse de João constituiu-se motivo de contendas ou de medo para aqueles que não lhe compreendiam o significado.
Aqui, no entanto, prendemos a atenção aos aspectos histórico-morais, com o objetivo de demonstrar as questões relevantes quanto à felicidade futura, destacando a visão otimista que se oculta sob o véu das imagens apresentadas pelo apóstolo.
O caráter do livro é perfeitamente demonstrado já no início do capítulo (Ap 1:1). É uma revelação que o alto proporciona aos servos, por via mediúnica, pois é transmitida a João por intermédio de elevado mensageiro espiritual __ o anjo que lhe desdobra, ante a visão psíquica, os propósitos que o Cristo lhe transmitiu.
João envia as mensagens às sete igrejas da Ásia [Ap 2-3]. Isso se reveste de significado para nós.
Após a morte de Jesus, os apóstolos foram investidos da missão de espalhar a boa-nova do Reino por todas as Nações por onde pisassem seus pés. Sozinhos ou em grupo, por todos os coonfins do mundo então conhecido, fundaram igrejas ou comunidades, onde, onde se estudavam as palavras de Jesus. Já naquele tempo, pressentia-se que elementos de ordem inferior começavam a minar as resistências daqueles que defendiam os princípios estabelecidos pelos fundadores das comunidades religiosas ( do grego, ekklesias). Esse fato levou o Alto a enviar a divina Revelação a essas comunidades, estendida àquela que lhes sucederiam ao longo do tempo na história humana.
Ao falar a respeito “daquele que é, e que era, e que há de vir” (Ap 1:4,8,etc.) e “dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Ap 1:4), o apóstolo nos faz relembrar da ascendência moral de Jesus sobre todos os povos da Terra e da comunidade de espíritos superiores que, junto a Jesus, governam os destinos do orbe terráqueo, desde sua formação até a consumação da presente etapa evolutiva. Quais sejam os acontecimentos vindouros, as tempestades políticas e sociais, não devemos temê-los, por saber de elevada assistência desses espíritos do Senhor, que, sob a orientação de Jesus, nos amparam a marcha evolutiva e nunca abandonam a raça humana. Por isso é apresentada a visão semelhante a um trono, que significa a majestade, o poder que o Cristo detém em em todas as circunstâncias da história.
Embora estadistas, os governadores e os reis de todas as épocas se julguem donos de todos os acontecimentos sociais desenvolvidos na Terra, os mensageiros siderais do governo oculto do mundo detêm, em suas mãos, o poder de modificar o panorama dos acontecimentos, abalar os reinos e promover o progresso dos povos, sendo sua atuação na história perfeitamente visível e, acima de tudo, confiável, pois obedecem a um plano previamente estabelecido pela Suprema Consciência que a tudo governa pela sua vontade soberana.
Logo a seguir, o apóstolo fala que, no estabelecimento do reino do amor, “todo o olho o verá, até mesmo os que o trespassaram” (Ap 1:7), mostrando a inflexibílidade da lei do progresso espiritual, que define o futuro de todos os seres. Aqueles mesmos espíritos que, em qualquér época, relegaram a mensagem cristã, perseguiram ou martirizaram os mensageiros do eterno bem, haverão de retornar ao palco da vida física, em novas oportunidades de progresso e redenção, a fim de presenciarem, no futuro, o reinado do amor estabelecido nos corações.
“Eu fui arrebatado em espírito” (Ap 1:10) __ é como o apóstolo vidente descreve o método como lhe foi revelada a mensagem apocalíptica. Através do desdobramento espiritual, ele foi levado a regiões do espaço, onde os acontecimentos de todas as épocas encontram-se indelevelmente gravados nos registros siderais. De posse de tal conhecimento, retorna ao corpo físico, em êxtase dos sentidos, e relata de forma maravilhosa, com os símbolos e imagens que são tão comuns ao seu povo, aquilo que o Mestre da Vida lhe revela ao espírito fiel.
Nas comunidades religiosas da época, as chamadas ekklesias, começava a obra do “homem do pecado” [expressão de Paulo utilizada em 2Ts 2:3], isto é, a penetração de doutrinas humanas, que, lentamente, foram-se integrando ao núcleo primitivo do cristianismo, às comunidades cristãs. Nas epístolas aos seus discípulos Timóteo e Tito, bem como na carta aos hebreus, Paulo já chamava à atenção para o perigo de se desviar da “sã doutrina”, como que prevendo as dificuldades que iriam abater-se sobre o edifício duramente construído da doutrina cristã [cf. 1Tm 1:10, Tt 2:1, Hb 13:9].
É em meio a esse clima que vieram os alertas do apóstolo João, no livro Apocalipse.
Faz-se necessário que retornemos, de vez em quando, às páginas do Antigo Testamento, a fim deconsultarmos o livro do profeta Daniel e outros mais, e entendermos oque se acha escrito em alguns capítulos do Apocalipse, para então formarmos uma visão mais ampla da mensagem neotestamentária da Revelação.
ESPIRITISMO EM AÇÃO!
APOCALIPSE - Uma Interpretação Espírita das Profecias.
AUTOR ESPIRITUAL: ESTEVÃO.
MÉDIUM: ROBSON PINHEIRO.
Matéria Transcrita de…
POR: José Roberto Almeida Valente