“Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isto
não acontecerá sem que antes venha a apostasia, e
se manifeste o homem do pecado, o filho da perdi-
ção. Ele se opõe e se levanta contratudo o que se
chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se
assentará, como Deus, no templo de Deus, queren-
do parecer Deus.”
2 Tessalonicenses 2:3-4
TODO SENTIMENTO religioso, que eleva a alma em direção ao Eterno, é inspirado pelo Alto. É inspirado pelos Espíritos Superiores que orientam a Terra.
Entretanto, não podemos confundir o sentimento religioso, a religiosidade, com as organizações religiosas. Estas são obras do homem e embora respeitáveis, nem sempre conseguem refletir a inspiração inicial.
Ante essa realidade, não podemos nos furtar a realizar uma retrospectiva da história das religiões, principalmente do Cristianismo, com a ascensão dopoder temporal e espiritual dos dirigentes da Igreja.
Grandes comoções sociais, políticas e espirituais foram desencadeadas por haverem os homens cedido o poder a pessoas despreparadas. Guardando as exceções que sempre houve, o papado representou a materialização dos piores instintos humanos, quando pretendia o domínio dos povos e naçõoes.
O poder temporal dado aos bispos de Roma separou a Igreja dos ensinamentos do Cristo. O domínio das consciências selou definitivamente a condição de anti-Cristo a que se entregou o papado ao longo dos sécuos.
A mensagem cristã é de fraternidade, humildade, boa vontade e trabalho digno. Qualquer expressão de religiosidade, transformada empoder, tende a afastar-se do propósito superior.
Com certeza, houve sempre homens que tentaram trazer o movimento religioso e seus representantes à luz da razão. Mas os homens que governaram a Igreja perderam o bom senso que produz o equilíbrio. Por séculos, a Igreja transformou-se em pedra de tropeço para o progresso do mundo. Imersa durante séculos em profundo dogmatismo religioso e teológico, ela divagava, perdida na neblina de seus ensinos ultrapassados.
Quando o Império Romano começou a afundar, perdido em meio aos ataques das tribos germânicas, dos povos vândalos e dos godos, a decadência moral e a corrupção interna exigiram que mudanças radicais se instaurassem para tentar reerguer o poder que ameaçava ruir. Era necessário que algo acontecesse para restaurar a sociedade romana, profundamente desestruturada. As forças espirituais das trevas começaram por inspirar alguns dirigentes políticos de então a realizar a união do poder político com o religioso.
Em 324, Constantino, o Grande, Imperador do Leste, converteu-se ao Cristianismo. Na medida em que o Império Bizantino crescia em poder diante das outras nações, Constantino tentava retomar o domínio das tribos germânicas, e muitas vezes foi intuído ou obsidiado pelo espírito Nero, antigo imperador romano, que servia sob o domínio do terror. O Impéio falhou em muitos de seus empreendimentos, e Roma sucumbiu no século V sob a influência germânica. Abriu-se então o caminho para que a Igreja assumisse o poder, sendo inspirada por dirigentes umbralinos. Já estava afastada dos ensinamentos de Jesus.
A partir do ano 538 da era cristã, quando o último poder dos ostrogodos foi vencido, estabeleceu-se o poder temporal dos papas de Roma. Responsáveis pela política adotada ao longo dos tempos dentro da Igreja Católica Apostólica Romana, os papas sintetizaram os anseios e a sede de poder dos homens que pretenderam o domínio das consciências.
Os rituais do paganismo foram aos poucos sendo modificados e sincretizados nos rituais da Igreja, que mascarava a deficiência espiritual dos povos e de seus dirigentes com aparências externas e doutrinas diferentes, que aos poucos foram sendo incorporadas ao edifícil da Igreja.
O domínio temporal da Igreja pelo poder dos papas de Roma durou mais ou menos sete séculos, durante os quais a Europa foi sendo despedaçada por guerras realizadas pelos senhores feudais, que já se sintonizavam com os poderes das sombras. Mas tarde, quando Carlos Magno foi coroado imperador pelo Papa Leão III, no natal do ano 800, apenas disfarçava o seu poder, pois o bispo de Roma é que ainda dominava por trás de tudo.
Apesar do domínio aterrador dos papas romanos, alguma réstia de luz surgia de vez em quando e ameaçava iluminar as trevas morais da Idade Média.
Enquanto o império dos papas estava dividido em imensas revoltas, crimes hediondos e políticas desequilibradas, florescia o Império Otomano a partir do século XVII, estendendo o seu domínio desde o norte da África até o leste da China, passando pelo Egito, Pérsia e Ásia. A tudo isso os espíritos acompanhavam, e a situação transcorria de acordo com a sintonia dos dirigentes encarnados. Quem pudesse observar veria um imenso exército de entidades desencarnadas à espera de que homens terrestres se posicionassem a fim de se estabelecer o lado vencedor nos conflitos. Todos os lances da história de vosso planeta são acompanhados com imenso interesse pelos espíritos que se têm comprometido com os princípios do Evangelho do Senhor Jesus.
Com a entrada dos muçulmanos no cenário político mundial, o império dos papas foi ameaçado em seus fundamentos. Começou também a renascer um interesse cultural por diversos conhecimentos, o que, mais tarde, resultaria na Renascença. Roma precisava recorrer a novas táticas.
Assim, as idéias de Aristóteles passaram a fazer parte da teologia da Igreja, que fazia crer que a Terra era o centro do universo, e o papa, o centro do poder. Era o domínio das trevas sobre o conhecimento humano. Enquanto Lúcifer era apresentado dominando o inferno, o papa era apresentado dominando a cristandade, e seus decretos e os ensinamentos da Igreja, a única forma de se resguardar contra o domínio dos demônios. A humanidade era ameaçada novamente, por meio das sutilezas da filosofia medieval, pelo domínio dos papas, que ofereciam ricas posses a quem defendesse as suas idéias.
Espíritos sombrios da falange dos Dragões vigiavam de perto os bispos de Roma e riam, zombando da humanidade. Os dogmas dominavam então, e a autoridade do papa era somente enfrentada por poucos que ousavam desafiar-lhe o poder e acabavam torturadosou mortos nas fogueiras impiedosas da Idade Média. Com a entrada em cena de Copérnico, a Igreja começou a sentir-se ameaçada. Ele colocou a situação um pouco em seus devidos lugares quando defendeu a tese de ser o Sol o centro do sistema, e não a Terra. dessa forma trouxe filosóficamente e científicamente, o bispo de Roma ao seu devido lugar, embora fosse incompreendido em sua época. Assistido por emisssários de Jesus, Copérnico iniciou uma revolução conceptual, que auxiliou as idéias da Reforma Protestante, levada a efeito por Lutero. As idéias disseminadas e defendidas por Copérnico eram uma espécie de flecha no coração do papado, pois combatiam sua idéia central, a de que a Terra era o centro do sistema e o papa, a força principal de toda a cristandade. Começava a naufragar o domínio temporal e consciencial dos bispos de Roma.
A humanidade começava a despertar da longa letargia que a dominava, sob o império das trevas morais defendido por Roma, onde ficava o trono da besta apocalíptica.
Os navegadores espanhóis e portugueses ampliavam as fronteiras do planeta. Nascia a Renascença, sob a inspiração dos espíritos superiores. Reencarnaram na Terra almas já experimentadas, como Leonardo da Vince, Michelângelo e Rafael. Roma perdia lentamente o domínio dos corações escravizados.
Felizmente os ventos misericordiosos da bondade divina bafejaram as portas da Santa Sé. Almas mais conscientes, na tentativa de espiritualizar a Igreja, têm auxiliado o movimento relilgioso e as instituições religiosas. Resnasceu na Terra Francisco de Assis, um dos discípulos mais lúcidos de Jesus, que trouxe uma proposta renovadora para a humanidade. Teresa de Ávila, João da Cruz e tantas outras almas esclarecidasnão se cansaram de retornar à Terra, chamando a Igreja e os bispos de Roma para o ensinamento do Mestre de Nazaré. Das cinzas do papado renascia calmamente o legado de Jesus.
Espiritismo em Ação!
Autor Espiritual: Aléx Zarthú.
Médium: Robson Pinheiro
Matéria Transcrita do Livro
Gestação da Terra.
Por: José Roberto Almeida Valente
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