quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A SEGUNDA IGREJA - ESMIRNA.


CONT. DO APOCALIPSE DE JOÃO

” Ao anjo da igreja de Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, o que foi morto e reviveu:
Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são da sinagoga de Satanás.
Não temas as coisas que estás para sofrer. Escutai: o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais provados, e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Ap 2:8-10

Na carta a igreja de Esmirna, a autoridade de Jesus é apresentada como sendo o “primeiro e o último”, o que estava “morto e reviveu” (Ap 2:8). Nessa simbologia é demonstrada a ascendência moral do Cristo, o Governante Planetário, sobre todos os acontecimentos históricos, o que dá maior força à palavra profética e mais segurança àqueles a quem são dirigidas tais palavras.
Após o primeiro momento histórico da igreja, ainda sob a orientação apostólica, sucede-se outro período em que as aparências substituem a essência. A referência aos “que se dizem judeus e não o são” (Ap 2:9) representa a fase em que muitos aderiam ao movimento cristão, sem contudo serem genuinamente cristãos em sua intimidade. Foi justamente aí que a igreja primitiva começou a ser invadida pela presença daqueles que eram da “sinagoga de Satanás” ou, conforme a história nos mostra, os falsos cristãos, os falsos conversos que se misturavam às comunidades cristãs para entregarem os verdadeiros seguidores de Jesus às mãos do poder de Roma.
O período é aqui muito bem identificado, quando o Apocalipse fala da perseguição de “dez dias” (Ap 8:10). O dia é um período profético muito utilizado nos livros considerados sagrados, como representativo de um ano [cf. Ez 4:6]. Foi justamente esse __ isto é, dez anos __ o período de perseguição religiosa declarada, quando os conversos da nova doutrina eram perseguidos e esmagados sob o domínio cruél e tirano de um governo que se sentia ameaçado pelos princípios que os cristãos defendiam.
Fraternidade, amor e caridade eram a essência da mensagem libertadora que arrebanhava milhões do poder mundano e os integrava às falanges do bem. Isso não poderia passar despercebido por aqueles que se julgavam os donos do mundo __ iniciou-se uma época de intensas perseguições. Sob o reinado de Diocleciano, durante um período de dez anos registrado nos anais da história, os seguidores de Jesus sofreram toda sorte de atentados e crimes brutais, muitas vezes entregues ou delatados por outros que também se diziam cristãos, mas que eram comprados e subornados com a finalidade de se tornarem traidores.
A promessa do Cristo de coroar-lhes com a vida é apresentada com base na fidelidade aos princípios superiores, pois se fazia necessário que, nesse período de duras provas, os cristãos pudéssem estar amparados nas bases sólidas do conhecimento da vida imortal.
Nessa carta não encontramos repreensão, mas promessa de assistência espiritual superior. Ante as dores e lutas, a essência de qualquer mensagem do Alto é o consolo; ante o martírio, a promessa de vida soava aos ouvidos dos cristãos como a recordação de que eram imortais. A certeza da imortalidade da alma era a segurança e o abrigo para as duras provas que atravessavam.
Dez anos de martírio sob o domínio de Diocleciano fizeram com que o sangue dos cristãos se transformasse em sementeira de luzes para a glorificação da mensagem de amor de Jesus. Onde caía um cristão, seu sangue fazia a conversão de dez outros que prosseguiam com a mensagem renovadora, abalando para sempre o trono de César e as bases da intolerância da “sinagoga de Satanás” (Ap 2:9).


Matéria Extraída do Livro:
APOCALIPSE – Uma Interpretação Espírita das Profecias.
Autor Espiritual: ESTEVÃO.
Médium: ROBSON PINHEIRO.


Por: José Roberto Ameida Valente.

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