"Ao anjo da igreja de Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes:
Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás. Contudo, reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Todavia, tenho algumas coisas contra ti: Tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, levando-os a comer das coisas sacrificadas aos ídolos, e praticar a prostituição.
Assim tens também alguns que seguem a doutrina dos nicolaítas.
Arrepende-te, pois! Se não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca."
Ap 2:12-16
Novamente vemos o segmento histórico-profético nas palavras dirigidas à comunidade de Pérgamo. Essa igreja representa o período que se seguiu à perseguição cristã organizada, empreendida por Diocleciano, quando certas doutrinas começaram a ser admitidas no seio da igreja. Após a morte dos apóstolos e daqueles que lutavam por manter firme a "sã doutrina" [expressão de Paulo usada em 1Tm 1:10; Tt 1:9 etc,] em sua simplicidade, veio o período em que a igreja se casou com o mundo, e doutrinas humanas começaram a tomar corpo nas comunidades religiosas. Cogitou-se pela primeira vez em estabelecer o primado do bispo de Roma, dando início a idéia de um papa, o que feria os mais símples princípios do Evangelho.
O "trono de Satanás" (Ap 2:13) é bem representado por essa época em que a igreja se prostituiu com doutrinas pagãs, quando admitiu práticas exteriores e um culto de aparências, a fim de alcançar o poder temporal. Nesse período foi abertamente admitida a idolatria a ídolos pagãos, sob o nome de santos cristãos, a fim de estabelecer aliança entre os pretensos seguidores de Jesus e o mundo.
O imperador Constantino foi, nessa época, aquele que mais contribuiu para o fortalecimento dessa aliança tenebrosa, que, mais tarde, geraria as forças tirânicas do papado, atrasando a marcha evolutiva das comunidades terrestre em séculos de ignorância e de sofrimento.
Quando, em qualquer época, os seguidores da doutrina consoladora abrem mão dos seus princípios e da pureza de seus ensinamentos para admitirem preceitos e práticas estranhas
àquelas do Cristo e dos espíritos superiores, seus mensageiros maculam a essência da obra e da mensagem, podendo levar séculos para retomar o caminho do bem e do equilíbrio.
O trono de Satanás é também representado pela cidade de Roma, onde mais tarde seria estabelecida a sede do papado, em substituição ao poder temporal dos imperadores romanos. Apenas mudariam as aparências, e seria então elevado ao poder o domínio político-religioso do "homem do pecado", como afirma claramente o apóstolo Paulo em sua epístola aos tessalonicenses:
Ninguém de maneira alguma vos engane, pois
isto não acontecerá sem que antes venha a apostasia,
e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdi-
ção.
Ele se opõe e selevanta contra tudo o que se
chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se as-
sentará, como Deus, no templo de Deus, querendo pa-
recer Deus."
2Ts 2:3-4
Autor Espiritual: ESTEVÃO
Médium: ROBSON PINHEIRO
Matéria Extraída do Livro: APOCALIPSE -
Uma Interpretação Espírita das Profecias.
Por: José Roberto Almeida Valente
Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás. Contudo, reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.
Todavia, tenho algumas coisas contra ti: Tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, levando-os a comer das coisas sacrificadas aos ídolos, e praticar a prostituição.
Assim tens também alguns que seguem a doutrina dos nicolaítas.
Arrepende-te, pois! Se não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca."
Ap 2:12-16
Novamente vemos o segmento histórico-profético nas palavras dirigidas à comunidade de Pérgamo. Essa igreja representa o período que se seguiu à perseguição cristã organizada, empreendida por Diocleciano, quando certas doutrinas começaram a ser admitidas no seio da igreja. Após a morte dos apóstolos e daqueles que lutavam por manter firme a "sã doutrina" [expressão de Paulo usada em 1Tm 1:10; Tt 1:9 etc,] em sua simplicidade, veio o período em que a igreja se casou com o mundo, e doutrinas humanas começaram a tomar corpo nas comunidades religiosas. Cogitou-se pela primeira vez em estabelecer o primado do bispo de Roma, dando início a idéia de um papa, o que feria os mais símples princípios do Evangelho.
O "trono de Satanás" (Ap 2:13) é bem representado por essa época em que a igreja se prostituiu com doutrinas pagãs, quando admitiu práticas exteriores e um culto de aparências, a fim de alcançar o poder temporal. Nesse período foi abertamente admitida a idolatria a ídolos pagãos, sob o nome de santos cristãos, a fim de estabelecer aliança entre os pretensos seguidores de Jesus e o mundo.
O imperador Constantino foi, nessa época, aquele que mais contribuiu para o fortalecimento dessa aliança tenebrosa, que, mais tarde, geraria as forças tirânicas do papado, atrasando a marcha evolutiva das comunidades terrestre em séculos de ignorância e de sofrimento.
Quando, em qualquer época, os seguidores da doutrina consoladora abrem mão dos seus princípios e da pureza de seus ensinamentos para admitirem preceitos e práticas estranhas
àquelas do Cristo e dos espíritos superiores, seus mensageiros maculam a essência da obra e da mensagem, podendo levar séculos para retomar o caminho do bem e do equilíbrio.
O trono de Satanás é também representado pela cidade de Roma, onde mais tarde seria estabelecida a sede do papado, em substituição ao poder temporal dos imperadores romanos. Apenas mudariam as aparências, e seria então elevado ao poder o domínio político-religioso do "homem do pecado", como afirma claramente o apóstolo Paulo em sua epístola aos tessalonicenses:
Ninguém de maneira alguma vos engane, pois
isto não acontecerá sem que antes venha a apostasia,
e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdi-
ção.
Ele se opõe e selevanta contra tudo o que se
chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se as-
sentará, como Deus, no templo de Deus, querendo pa-
recer Deus."
2Ts 2:3-4
Autor Espiritual: ESTEVÃO
Médium: ROBSON PINHEIRO
Matéria Extraída do Livro: APOCALIPSE -
Uma Interpretação Espírita das Profecias.
Por: José Roberto Almeida Valente
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