Belém, 19 de Fevereiro de 2011.
Características Agrícolas
na AMAZÔNIA!
1. O Agronegócio Paraense
A disponibilidade de 30 milhões de hectares de terras agricultáveis (a preços convidativos), a diversidade de solos e o clima favorável à agricultura têm feito do agronegócio um dos segmentos que mais crescem no Estado. O valor da produção agropecuária no Pará atingiu em 2004 um montante de R$ .. bilhões, equivalente a 22,4% da produção do Estado, com um crescimento ísico de 5% ao ano, entre 1985 e 2003.
1.1 Negócios florestais
A atividade florestal-madeireira possui um importante papel na economia paraense. De fato, 27% do valor agregado na indústria de transformação é gerado no setor de fabricação de produtos de madeira, além do que essa atividade gera cerca de 160 mil empregos diretos e indiretos, significando a absorção de aproximadamente 5% da população economicamente ativa. Os produtos dela derivados ocupam o segundo lugar na pauta de exportação do Estado, o que confere ao Pará a posição de terceiro maior exportador nacional desses produtos, respondendo por 64% do volume de madeira exportado da Amazônia. Essa atividade, no Estado, compreende a exploração de floresta nativa, os plantios florestais e a cadeia produtiva da indústria madeireira.
O bioma florestal compreende, também, um imenso potencial genético e de princípios ativos, matéria-prima fundamental e de incalculável valor para o avanço da fronteira da ciência que reside em grande parte, na biotecnologia. As possibilidades de negócios são amplas e variadas, envolvendo a produção de diversos produtos, com especial destaque para fármacos, fitoterápicos, cosméticos, alimentos, óleos e resinas industriais, dentre outros. Atualmente, existem no Estado cerca de 40 empresas no setor de fármacos e de produtos de higiene.
O Estado do Pará apresenta uma conformação geográfica favorável à exploração pesqueira e aqüícola, uma vez que possui áreas interiores (rios e lagos), de alto-mar, estuarinas e costeiras (562 Km² de litoral, que correspondem a 7% da costa brasileira).
A produção paraense de pescado é a maior do Brasil. Em 2005, a produção paraense foi de aproximadamente 145 mil toneladas, considerando a pesca de origem marinha e continental, sendo o segmento da pesca artesanal responsável por 80% da produção paraense, dos quais 60% comercializados com a indústria.
A fruticultura representa a quarta atividade econômica mais importante do Pará, suplantada apenas pela mineração, madeira e pecuária. A fruticultura tem se desenvolvido em todos os municípios paraenses, gerando uma cadeia produtiva eficiente e com baixo requisito de investimento. A produção primária da fruticultura paraense, incluídos a castanha-do-Pará e o açaí, foi de R$ 606 milhões em 2004. O crescimento médio do valor da produção de frutas no Estado foi de 7% ao ano, entre 2002 e 2004. Em 2004, havia 182 empresas dedicas à manufatura de produtos alimentícios baseados em frutas. O mercado nacional absorve 75,5% da produção de polpa de fruta produzida no Pará – o mercado local é responsável por 17% . (ATUALIZAR DADOS)
Atualmente, a demanda por polpa de frutas é crescente, e tanto os volumes atuais como as projeções de consumo superam a oferta. Em 2005, as exportações paraenses de frutas e produtos derivados atingiram US$ 31,5 milhões, indicando um crescimento de 6,9% ao ano, entre 1996 e 2004. Os principais destinos são Estados Unidos, União Européia e Ásia. O panorama é bastante favorável à fruticultura paraense, tanto no segmento de frutas exóticas como no de frutas regionais da Amazônia. Isso porque a demanda internacional por esses produtos tem crescido consideravelmente devido às campanhas nos países do hemisfério norte sobre as vantagens para a saúde do consumo de sucos naturais. Estima-se que o mercado mundial por frutas tropicais some algo em torno de US$ 5 bilhões.
O cultivo de grãos, em escala empresarial, teve início em 1997, e abrange, preponderantemente, as culturas de arroz, feijão, milho e soja, que são efetuadas, muitas vezes, em integração com a pecuária, visando à recuperação de pastagens degradadas, em sistemas de rotação de cultura.
No ano de 2006, a área plantada de grãos foi de 636,2 mil ha (43,7% de milho, 32,9% de arroz, 11,9% de feijão e 11,43% de soja) correspondendo uma produção de 1.248 mil toneladas (46,2% de milho, 31,9% de arroz, 16,8% de soja e 5,1% de feijão).
O Pará possui condições extremamente favoráveis para a produção de biocombustíveis em seu território. Algumas das principais espécies vegetais utilizadas para extração do óleo, de forma economicamente eficiente, são encontradas em abundância no Estado, como o dendê (palma), babaçu, pinhão manso, dentre outras.
As condições climáticas do Estado favorecem o desenvolvimento do dendê. Em 2004, 81,2% da produção brasileira de dendê estava no Pará. Além disso, o Estado foi responsável ainda por cerca de 85% do óleo de palma produzido no Brasil. A palma produz um rendimento médio anual de aproximadamente 3.700 kg de óleo por hectare, o que representa de cinco a dez vezes mais óleo que qualquer outro cultivo vegetal comercial. As palmeiras começam a gerar frutos de 30 a 32 meses após o plantio e continuam sendo economicamente produtivas por um período que vai de 20 a 30 anos. Atualmente a empresa Agropalma, localizada em território paraense, é a maior produtora de óleo de palma no Brasi
Matéria Extraída da Revista Eletrônica
da Federação da Agricultura do Estado
do Pará!
José Roberto Almeida Valente.
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