Belém, 15 de Fevereiro de 2011.
CONSOLADOR PROMETIDO
Se me amais, guardai os meus mandamentos;
e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador,
a fim de que fique eternamente convôsco: – O Espírito de
Verdade, que o Mundo não pode receber, porque o não vê e
absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-
lo-eis, porque ficará convôsco e estará em vós.
- Porém, o consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai
enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos
e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. João, cap.
XIV, vv. 15 a 17 e 26.)
Jesus promete outro consolador: O Espírito de
Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar
maduro para o compreender, consolador que o Pai envia-
rá para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o
Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha
de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo
não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo di-
sse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreen-
dido.
O Espiritismo vem, na época predita, cumprir
a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de
Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; en-
sina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só
disse por parábolas. Advertiu o Cristo: "Ouçam os que têm
ouvidos para ouvir". O Espiritismo vem abrir os olhos e os
ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; le-
vanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mis-
térios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos
deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo
causa justa e fim útil a todas as dores.
Disse o Cristo: "Bem-aventurados os aflitos, pois
que serão consolados." Mas, como há de alguém sentir-se
ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo
mostra a causa dos sofrimentos nas existências anterio-
res e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu
passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os
como crises salutares que produzem a cura e como meio
de depuração que garante a felicidade nas existências
futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha
justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adianta-
mento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o
trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe
dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não
mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as
coisas, a importância das vicissitudes terrenas some-se
no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descorti-
nar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá
a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao ter-
mo do caminho.
Assim, o espiritismo realiza o que Jesus disse
do Consolador prometido: conhecimento das coisas,
fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai
e por que está na terra; atrai para os verdadeiros prin-
cípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.
Matéria extraída do Livro :
" O Evangelho Segundo O Espiritismo"
Allan Kardec.
José Roberto Almeida Valente
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