sábado, 12 de fevereiro de 2011

HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE!


                                      Belém, 28 de Abril de 2010.

                            SOBRE A POLÊMICA CAUSADA
                                  PELA HIDRELÉTRICA!

                    O progresso traz muitos benefícios!
                    A desatenção aos imperativos da NATUREZA,
 têm originado, ao longo dos tempos, muitos malefícios!
                    Antes de entrar  na  questão  propriamente
 dita da construção da Hidrelétrica, tenho algumas  in-
 dagações a fazer.
                   Será que não há uma outra fonte  de  ener-
 gia, ainda que mais onerosa, para oferecer ao ” Povo
 Brasileiro”?!
                   Será que, porque os Estados Unidos das Amé-
 ricas, semelhantemente à muitas outras Nações,  dizi-
 maram os seus Índios e outros Povos  Nativos, hoje, nós
 devemos fazer igual?!
                  Em meio aos alertas constantes de “Preserva-
 ção do VERDE” e, “Ainda há tempo de salvarmos o nosso
 PLANETA”, deve-se destruir áreas florestais,  extingüir
 boa parte  da  Fauna, tirar os meios  de  sustento  das
 famílias  e privá-las de melhor acesso ao  atendimen-
 to Médico e Lazer; tudo em nome do Progresso?!
                  O meu voto é “NÃO” para o Projeto da Hidre-
 létrica!
                  Belo Monte é uma Usina Hidrelétrica proje-
 tada à ser construída  no Rio Xingu, no Estado Brasi-
 leiro do Pará.
                  Sua potência é de 11.233MW…
                  O lago da Usina terá uma área de 516 Km2.
                 Concluída, será a terceira maior Hidrelétri-
 ca do Mundo!
                 1- Três gargantas (China);
                 2- Itaipú (Brasil-Paraguai);
                 Seu custo é de R$19.000.000.000.00.
                 Energia para 26 milhões de habitantes!
                 O Movimento contrário à Obra, encabeçado
 por ambientalistas e acadêmicos, defende que a cons-
 trução da Hidrelétrica irá provocar a alteração do re-
 gime de escoamento do Rio, com redução do  fluxo  de
 água, afetando a Flora e Fauna l ocais,  e introduzin-
 do diversos impactos Socioeconômicos.
                 Um estudo formado por quarenta especialistas
 e 230 páginas, defende que a  Usina  não  é  viável  dos
 pontos de vista Social e Ambiental.
                 O Bispo Austríaco Erwin Krãutler, que há 45 a-
 nos atua na Região, considera  o  empreendimento um
 risco para os “Povos Indígenas”, visto que poderá  faltar
 água ao desviar o curso para alimentar  as  barragens
  e mover as turbinas, além de retirar os  Índios do  am-
 biente de orígem e de inchar abruptamente  a  cidade
 de Altamira, que pode têr a população duplicada  com
 a Hidrelétrica.
                 Segundo o Bispo, os problemas  em “Balbina”
 e ”Tucuruí”, que à princípio seriam considerados inves-
 timentos para as populações do entorno, não foram su-
 perados  e servem  de experiência para  Belo  Monte, já
 que  os investimentos Infraestruturais ou a Exploração
 do Ecoturismo – ” No território mais Indígena do  Bra-
 sil”- poderiam acontecer sem a inserção  e  ampliação
 da Hidrelétrica.
                 RELATÓRIO DE IMPÁCTO AMBIENTAL,
                                  DO IBAMA
                   ( apenas algumas conclusões)
                 1- Geração de expectativas quanto ao  futuro
 da População Local e da Região;
                 2- Geração de expectativas na População  In-
 dígena ; 
                         3- Aumento da População e da ocupação des-
 ordenada do Solo;
                 4- Aumento da pressão sobre as Terras e as Á-
 reas Indígenas;
                 5- Aumento das necessidades  por  mercado-
 rias e serviço, da oferta de trabalho e maior movimen-
 tação  da economia;
                 6- Perda de Imóveis e benfeitorias com trans-
 ferência da população na área Urbana e perda de ati-
 vidades produtivas;
                 7- Alteração da qualidade da  água  do  Rio
 Xingu, próximo ao “Sítio Pimental”, e perda de fonte de
 renda e sustento, para as populações Indígenas;
                 8- Danos ao Patrimônio Arqueológico.
                 9- Retirada de vegetação, com perda de Abien-
 tes Naturais e Recursos Extrativistas, causada pela forma-
 ção dos reservatórios…. …
                 Com meus botões, anoto que:
                 – Quanto mais o Homem cresce; Quato mais ele
 enriquece, com excessão de pequena menoria, ele vai vi-
 vendo de maneira mais artificial!
                 É comum encontrarmos pessoas, que dizem com
 certo pudor:
                 – Eu gosto de Plantas e Animais; mas eles lá e eu
 aqui!
                 - Eu gosto de plantas; mas não quero  ter  traba-
 lho com elas!
                 – Vou fazer um Jardim de Inverno! mas quero as
 plantas todas de plástico; Não quero gastar e nem têr  tra-
 balho!
                  Por  estas  características,  deduzo  que  mesmo
 com todos os dados contra certas maneiras de fazer o Pro-
 gresso, encontramos maiores obstáculos nas Sociedades  e
 Instituições , de abraçarem  Causas Nobres como: “O Soco-
 rro ao VERDE”, e ”Por um Mundo Melhor”!
                  O Homem não quer os Ciclones destruidores, as
 Tissunames, os Terremotos que destróem toda uma Cidade,
 as enchentes e os deslizamentos que deixam centenas, mi-
 lhares desabrigados e com a alma reduzida a quaze nada.
                  Mas ele é insaciável e destruidor;
                  Inconseqüente e frio.
                  Por toda parte; no Mundo inteiro, quando a NA-
TUREZA cobra com juros e dividendos;  sem  piedade e  cle-
 mência, o que ele, O Homem, tirou do seu ceio, ouvimos e
 vemos, da boca de seres as mais das vezes sem escolaridade,
 as mesmas injustiças:
                  – DEUS NÃO É JUSTO!
                  Parte da matéria desta  entrada  de  Blog, foi ex-
 traída da: WIKIPÉDIA!
                  José Roberto Almeida Valente 

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