Belém, 28 de Abril de 2010.
SOBRE A POLÊMICA CAUSADA
PELA HIDRELÉTRICA!
O progresso traz muitos benefícios!
A desatenção aos imperativos da NATUREZA,
têm originado, ao longo dos tempos, muitos malefícios!
Antes de entrar na questão propriamente
dita da construção da Hidrelétrica, tenho algumas in-
dagações a fazer.
Será que não há uma outra fonte de ener-
gia, ainda que mais onerosa, para oferecer ao ” Povo
Brasileiro”?!
Será que, porque os Estados Unidos das Amé-
ricas, semelhantemente à muitas outras Nações, dizi-
maram os seus Índios e outros Povos Nativos, hoje, nós
devemos fazer igual?!
Em meio aos alertas constantes de “Preserva-
ção do VERDE” e, “Ainda há tempo de salvarmos o nosso
PLANETA”, deve-se destruir áreas florestais, extingüir
boa parte da Fauna, tirar os meios de sustento das
famílias e privá-las de melhor acesso ao atendimen-
to Médico e Lazer; tudo em nome do Progresso?!
O meu voto é “NÃO” para o Projeto da Hidre-
létrica!
Belo Monte é uma Usina Hidrelétrica proje-
tada à ser construída no Rio Xingu, no Estado Brasi-
leiro do Pará.
Sua potência é de 11.233MW…
O lago da Usina terá uma área de 516 Km2.
Concluída, será a terceira maior Hidrelétri-
ca do Mundo!
1- Três gargantas (China);
2- Itaipú (Brasil-Paraguai);
Seu custo é de R$19.000.000.000.00.
Energia para 26 milhões de habitantes!
O Movimento contrário à Obra, encabeçado
por ambientalistas e acadêmicos, defende que a cons-
trução da Hidrelétrica irá provocar a alteração do re-
gime de escoamento do Rio, com redução do fluxo de
água, afetando a Flora e Fauna l ocais, e introduzin-
do diversos impactos Socioeconômicos.
Um estudo formado por quarenta especialistas
e 230 páginas, defende que a Usina não é viável dos
pontos de vista Social e Ambiental.
O Bispo Austríaco Erwin Krãutler, que há 45 a-
nos atua na Região, considera o empreendimento um
risco para os “Povos Indígenas”, visto que poderá faltar
água ao desviar o curso para alimentar as barragens
e mover as turbinas, além de retirar os Índios do am-
biente de orígem e de inchar abruptamente a cidade
de Altamira, que pode têr a população duplicada com
a Hidrelétrica.
Segundo o Bispo, os problemas em “Balbina”
e ”Tucuruí”, que à princípio seriam considerados inves-
timentos para as populações do entorno, não foram su-
perados e servem de experiência para Belo Monte, já
que os investimentos Infraestruturais ou a Exploração
do Ecoturismo – ” No território mais Indígena do Bra-
sil”- poderiam acontecer sem a inserção e ampliação
da Hidrelétrica.
RELATÓRIO DE IMPÁCTO AMBIENTAL,
DO IBAMA
( apenas algumas conclusões)
1- Geração de expectativas quanto ao futuro
da População Local e da Região;
2- Geração de expectativas na População In-
dígena ;
3- Aumento da População e da ocupação des-
ordenada do Solo;
4- Aumento da pressão sobre as Terras e as Á-
reas Indígenas;
5- Aumento das necessidades por mercado-
rias e serviço, da oferta de trabalho e maior movimen-
tação da economia;
6- Perda de Imóveis e benfeitorias com trans-
ferência da população na área Urbana e perda de ati-
vidades produtivas;
7- Alteração da qualidade da água do Rio
Xingu, próximo ao “Sítio Pimental”, e perda de fonte de
renda e sustento, para as populações Indígenas;
8- Danos ao Patrimônio Arqueológico.
9- Retirada de vegetação, com perda de Abien-
tes Naturais e Recursos Extrativistas, causada pela forma-
ção dos reservatórios…. …
Com meus botões, anoto que:
– Quanto mais o Homem cresce; Quato mais ele
enriquece, com excessão de pequena menoria, ele vai vi-
vendo de maneira mais artificial!
É comum encontrarmos pessoas, que dizem com
certo pudor:
– Eu gosto de Plantas e Animais; mas eles lá e eu
aqui!
- Eu gosto de plantas; mas não quero ter traba-
lho com elas!
– Vou fazer um Jardim de Inverno! mas quero as
plantas todas de plástico; Não quero gastar e nem têr tra-
balho!
Por estas características, deduzo que mesmo
com todos os dados contra certas maneiras de fazer o Pro-
gresso, encontramos maiores obstáculos nas Sociedades e
Instituições , de abraçarem Causas Nobres como: “O Soco-
rro ao VERDE”, e ”Por um Mundo Melhor”!
O Homem não quer os Ciclones destruidores, as
Tissunames, os Terremotos que destróem toda uma Cidade,
as enchentes e os deslizamentos que deixam centenas, mi-
lhares desabrigados e com a alma reduzida a quaze nada.
Mas ele é insaciável e destruidor;
Inconseqüente e frio.
Por toda parte; no Mundo inteiro, quando a NA-
TUREZA cobra com juros e dividendos; sem piedade e cle-
mência, o que ele, O Homem, tirou do seu ceio, ouvimos e
vemos, da boca de seres as mais das vezes sem escolaridade,
as mesmas injustiças:
– DEUS NÃO É JUSTO!
Parte da matéria desta entrada de Blog, foi ex-
traída da: WIKIPÉDIA!
José Roberto Almeida Valente

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