sábado, 19 de fevereiro de 2011

AGRICULTURA NO ESTADO DO PARÁ!


              Características Agrícolas da AMAZÔNIA!

                    10ª Festa Estadual do Cacau


         Festa estadual do cacau discutirá qualidade,                                eficiência de mercado e fortalecimento da produção

           Associativismo e cooperativismo, esse é o tema que norteia a 10ª edição da Festa Estadual do Cacau, que acontece em Tomé Açu ( Nordeste parense) de 26 a 29 de agosto.

           Na pauta de discussões, os principais problemas agronômicos e socioeconômicos da lavoura cacaueira paraense, construir alternativas e subsídios para a tomada de posição por parte do produtor e suas entidades representativas, na busca do fortalecimento do trabalho cooperativo visando atingir o mercado com maior eficiência.

          Congregando produtores e suas entidades representativas, lideranças políticas, técnicos do setor agrícola, comunidades dos 16 municípios engajados na produção cacaueira do Pará e público em geral, a festa que já é parte do calendário estadual de eventos tem  buscado  atualizar os conhecimentos dos produtores através de palestras, cursos, treinamentos, assim como discutir alternativas para a sustentabilidade econômica, política, social e ambiental da cacauicultura paraense.

           Hoje o Pará tem área plantada de 85 mil hectares, envolve na cultura  8 mil produtores rurais, o estado produziu 52 670 toneladas de amêndoas secas de cacau no ano de 2008, tendo sido responsável por 24,3 %  da safra brasileira, em uma área safreira de 68. 327 hectares.

           Tomé- Açu o 7º município paraense produtor de cacau, com uma área plantada  superior a 2.300 hectares fechou o ano com uma produção de 1260 toneladas de amêndoas. 328 agricultores desenvolvem a cacauicultura em Tomé- Açu,  oferecendo mão-de-obra a mais de 4300 pessoas.

           A realização da Festa do Cacau é resultado do trabalho de parceira entre o Governo Estado, através da Secretaria de Estado de Agricultura, coordenadora do evento; e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura cacaueira – CEPLAC, órgão do Ministério da Agricultura, responsável pela política cacaueira do país.
                     
           Mecanização de Áreas Melhora e Almenta
                a Produção de Grãos e Tubérculos
                       no Sudeste e Sul do Pará!


         No Projeto de Assentamento Serra do Arara, em Abel Figueiredo, região Rio Capim, uma pequena fábrica de farinha de mandioca garante 15 empregos diretos. O proprietário e agricultor Dativo de Araújo Almeida apostou no empreendimento que, mesmo sem energia elétrica, funciona a todo vapor há cerca de seis meses. Na terra propícia para o cultivo do tubérculo, a produtividade para a safra desse ano deve aumentar em, pelo menos, 70% em relação ao ano passado. A produção de farinha abastece quatro municípios da região.

          Na comunidade 3 Irmãos, em São Domingos do Araguaia, região do Carajás, os produtores familiares comemoram os resultados na lavoura. A família divide as tarefas: enquanto os homens garantem a colheita, as mulheres se revezam raspando a mandioca para ser processada. "A roça está uma beleza; nem tenho como agradecer a ajuda que estamos recebendo aqui", disse José Ananias, proprietário do lote.

          Já em Palestina do Pará, na mesma região, na área pertencente à Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento Riomar (Aprarma), a 45 quilômetros da sede do município, foram mecanizadas 15 hectares de terra, beneficiando 35 famílias. A lavoura plantada em consórcio, que agrega arroz e milho, vai render esse ano 50 toneladas de grãos – número 45% maior que o registrado no ano passado, quando foram colhidas 35 toneladas. "Essa é a primeira experiência com mecanização de área e a prioridade é, nesse momento, garantir a segurança alimentar", enfatizou Conceição Soares da Luz, presidente da Aprarma.

         As experiências bem sucedidas fazem parte do projeto de fomento à produção de alimentos em lavouras mecanizadas nas áreas de agricultores familiares nas regiões Sul e Sudeste do Pará, da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), por meio do programa Campo Cidadão. A mecanização é operada somente em áreas antropizadas (pastagens degradadas e roças abandonadas) e restituirá aos lotes familiares a capacidade produtiva dessas áreas, tornando-as efetivamente úteis e produtivas, ajudando a conter o avanço migratório e predatório para as áreas de preservação ambiental.

         Pelo menos 700 famílias de produtores foram beneficiadas com o processo. São filiados a sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, associações de pequenos agricultores familiares e nas cooperativas, os quais vivem em projetos de assentamentos da reforma agrária e em comunidades tradicionais nesses municípios. As secretarias municipais de agricultura também integram o projeto.

        A interferência mecanizada no preparo dessas áreas familiares pretende gerar uma produção média de 633 toneladas de grãos e 642 toneladas de tubérculos, principalmente a mandioca. Número superior em 40% à produção registrada em 2009. Ainda que grande parte dessa produção seja consumida pelas próprias famílias, o excedente deverá ser utilizado para abastecer o mercado regional, reduzindo significativamente a necessidade de importação desses alimentos básicos, além de gerar emprego e renda.

         Histórico - As regiões Sul e Sudeste do Pará, onde se agrega também o entorno do lago de Tucuruí, já ocuparam, há cerca de 20 anos, a posição de maiores produtoras de grãos do Estado, com expressiva produção de tubérculos. Porém, as práticas são rudimentares em áreas não estocadas e não mecanizadas, em que os agricultores familiares cultivam em até dois ciclos consecutivos de plantio, adotando como estratégia de manejo o repouso de área agricultável, que variava entre quatro e sete anos. Em alguns locais, esse plantio se repetia apenas mais uma vez, na mesma área, o que obrigava o agricultor a adotar o processo produtivo como "agricultura migratória", em razão da redução da fertilidade do solo e queda expressiva na produtividade dessas culturas alimentares, cultivadas sem correção e sem fertilizantes químicos ou orgânicos.

        A expectativa é resgatar o processo produtivo de grãos e tubérculos em toda a região, através de práticas mais modernas e eficientes, com preparo mecanizado de áreas, possibilitando a aplicação de técnicas de correção e adubação de solos, que certamente resultarão em significativo aumento na produção e na produtividade.

Produção de Mandioca no
  Sudeste e Sul do Pará!

 
 Produção de Bananas!


O Pará já é o maior

produtor e exportador
de abacaxi do Brasil!


                           
                   Matérias Extraídas da:

            Revista Eletrônica da SAGRI-PA.







                  José Roberto Almeida Valente.  

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