Belém, 08 de Fevereiro de 2011.
Que beleza que é a NATUREZA!
Que beleza que são as matas!
Que coisa boa que é um pasto, um Pomar, uma
Horta bem cuidada!
Graças a Deus que estas coisas exístem!
Quem reside nas Regiões Sul e Sudeste do Bra-
sil, não pode compreender certas práticas agrícolas que a-
contecem aqui no Norte.
Não sou a favor da extração de madeira irregular
e não gosta da NATUREZA quem desmata e deixa a terra
largada.
Sei que as queimadas prejudicam a lavoura;
Que deveriam ser desmatadas mecânicamente as
propriedades.
Mas a realidade é bem outra.
A maioria das propriedades pertencem a pequenos
e médios produtores.
Na maioria das vezes, eles não têm os recursos ne-
cessários para realizarem os projetos agrícolas que têm em
mentes.
As árvores da mata Amazônica são muito altas, e
possuem o sistema radicular forte e profundo!
Adquirir um trator para as atividades de arar, gradiar,
adubar e roçar, é algo que a maioria não têm condiçõs.
Desmatar e destocar, para em seguida arar e gradiar,
é preciso dispor de uma quantia em dinheiro fora de série.
Essa maioria não pode fazer isto.
Se o Brasil fosse uma dessas super potências, certa-
mente mais e melhores recursos teríamos para chegarmos
próximos das corretas práticas de produção.
Entretanto, a História do Brasil é outra.
A corrupção sempre esteve presente nas diversas fa-
ses do País.
Nasci em Recife e lá passei muitos anos da minha vida.
A família da minha mãe éra muito pobre!
A do meu pai, de Belém do Pará, era de classe média.´
O meu pai certa vez comentou:
– A vantagem de Recife é que o governador de lá faz
mesmo pelo Estado!
A minha mãe, por sua vez disse:
– E os daqui só pensam no bolso deles.
O meu pai complementou:
– É verdade; não agrada, mas é verdade!
Certa lembrança de jovem com a mentalidade aínda de
adolescente, vêm qquase sempre me visitar!
Nós brincávamos na vila onde morávamos em Recife.
Saíu uma mãe de família desesperada de sua casa, e
começou a praguejar:
– Esse Presidente é um… esses Políticos só fazem rou-
bar,…
Eu fiquei com mêdo, também por ela.
Podia ser que ela tentasse se suicidar.
Nas fases de adolescente, jovem e adulto, sempre sou-
bemos dos desmandos e da desonestidade de Vereadores, De-
putados, Prefeitos, Senadores e Presidentes.
Não posso deixar de mensionar aqui, os falsos Empresá-
rios que enriqueceram da noite para o dia.
No início, o Governo Federal desprezou as Regiões Norte
e Nordeste.
Enviava muito capital para os Estados do Sudeste e Sul!
Os brasileiros intereceiros de Minas Gerais, São Paulo, Rio
de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio grande do Sul,… notando
“a oportunidade”, passaram a bajular e começou uma troca de
favores entre ambos, que durou quase todo o tempo da História
do Brasil.
Hoje sabemos que muitos Políticos são Empresários, e
que ambos se beneficiam!
Nos Cursos Técnicos e nas Universidades, aprendemos
que o maquinário apropriado para a destocagem custa muito
caro!
A Elite da Agropecuária não se utiliza de tais práticas
tão dispendiosas.
Como se pode exigir que seres humanos que querem um
pedaço de terra para sobreviver, e outros muitos médio produ-
tores, que muitas vezes não conseguem fazer um pequeno pro-
jeto de irrigação, ou também adubar o solo, não se utilizem das
queimadas para limpar a área da plantação?!
Sei que as queimadas não são o método correto de desma-
tamento e limpeza e limpeza da área destinada ao plantio.
Não sou a favor das queimadas.
Entretanto, entre as famílias que precisam e dependem da
terra, das plantações e das criações, em caso de real necessida-
de, voto a favor dos produtores.
Felizes aqueles que sabem dosar o quanto e o que queimar!
José Roberto Almeida Valente
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